Entrevista podeROSA

Por Pâm Bressan

 

Em clima de “ano novo vida nova”, vamos aproveitar para conhecer uma super podeROSA mulher empreendedora, a Edla Zim ( nome de artista né!). Uma mãe carinhosa e muito dedicada, uma profissional exemplar (em tudo que faz!), uma mulher de fibra e muita coragem. Exemplo de empreendedora!

 

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Afinal, as mulheres já dominaram o mundo! Boa leitura.

  • Quem era a Edla aos 20 anos de idade? 

Uma sonhadora, mas que já trabalhava desde os 13 anos. Por conta da minha desenvoltura como vendedora de produtos de beleza, atividade que desenvolvi por 2 anos, aos 15 ingressei  no banco Bradesco, ficando até os 22.

  • Vamos falar de carreira. Houve dúvidas de que caminho seguir?

Muitas, infinitas eu diria. Meu sonho era ser veterinária, mas não consegui passar no vestibular. Então iniciei agrimensura, desistindo no segundo ano por falta de recursos financeiros. De Administração até minha formação atual, passaram-se mais de 35 anos.

  • Como se deram seus primeiros passos profissionais?

Por 2 anos, fui vendedora de cosméticos; depois, sete anos como bancária. Nos 30 anos seguintes trabalhei em uma Usina Termoelétrica (geração de energia elétrica). Nestes trinta anos, desempenhei muitas funções, especialmente ligadas a comunicação e pessoas.

  • Como foi o processo de amadurecimento como mulher/pessoa/profissional?

Como todo processo de amadurecimento foi difícil. Como mulher basta dizer que amadurecemos com as decepções com as amigas e amores, especialmente. Olhando para trás, percebemos que se trata de um processo natural, mas que nos forja, com os sofrimentos vividos em cada época. Vamos amadurecendo como pessoa, como mulher e como profissional, com cada processo. Eu diria que o processo de amadurecimento pessoal é quase que natural, porque muitos sentimentos e pessoas estão envolvidos. É interessante que a gente não quer errar, mas faz escolhas erradas e sofre por conta disto e por fim amadurece. Já o amadurecimento profissional, se não tem uma orientação ou um foco, a tendência muitas vezes é auto sabotagem ( o que aconteceu comigo) e de um atraso. Se não temos metas estabelecidas, patinamos. Venho de uma época, que pais não se preocupavam com estas questões de estudo e carreira. E é importante que se diga, que era cultural. Eles não tinham culpa, era um processo normal. Acolhia-se os filhos com amor e respeito, mas sem maiores preocupações. O compromisso era com a formação do caráter de cada filho. Isto era o importante na minha infância e juventude. Por conta disto, meu retorno embora tardio, mas acertado, da volta às aulas.

  • O que é ser mãe para Edla Zim?

Ser mãe para Edla foi o maior desafio que a vida me apresentou. Penso que para todas as mães. Claro, que por conta da deficiência física de meus dois filhos, o desafio tenha sido um pouco maior, mas aqui prevaleceu o legado de meus pais. De que filho necessita de muito amor. Filho merece respeito e acima de tudo, que você o oriente sem sufocá-los, ou seja, respeitar a individualidade de cada um.

  • Qual é o maior aprendizado que você leva pra vida?

Que não devemos julgar. Temos uma predisposição para fazer isto com tanta naturalidade que me assusto. Percebo que ao longo destes 26 anos, desde que convivo com meus filhos, tenho me policiado muito, mas ainda assim, cometemos esta injusta na forma de agir. Mudei muito, mas é preciso um exercício diário para que assumamos uma postura livre de preconceito e prejulgamentos de uma forma geral.

  • Vivemos fazendo história. Teve algum momento que você errou e conseguiu extrair alguma lição? Como foi?

Nossa, muitos. Em minha palestra “As 12 lições que a vida me ensinou – do Tropeço ao Triunfo” eu falo exatamente sobre isto. Mas poderia citar uma que me causou muito stress. Eu nunca soube aceitar críticas. Trabalhava demasiadamente para que nunca houvesse espaço para críticas. Gostava e queria somente elogios. Até que um dia, uma crítica severa me acertou em cheio. Não havia argumentos porque a crítica era fundamentada. O que me restou foi aceitar (claro, passei por todo o processo da negação da crítica), corrigir e aprender com o erro. Dali em diante, percebi que a grande oportunidade de aprender e ainda melhorar, pode estar atrás de uma crítica. Fugir da impessoalidade foi o meu grande ganho, nesta lição.

  • Como você enxerga o papel da mulher no mercado de trabalho atualmente?

Com toda sinceridade, eu vejo que melhorou muito, crescemos muito, estudamos ainda mais e mesmo assim, vejo que nossos cargos e salários não condizem com nossa capacidade e desempenho. Esta semana ao ler uma reportagem afirmando que ainda vamos precisar de mais ou menos 30 anos, para atingirmos os mesmos salários que nossos colegas homens, percebo que o mercado em certos segmentos, ainda tem um viés machista.

  • Você é uma mulher dinâmica? O que a leva estar sempre em movimento?

Primeiro o meu perfil pessoal. Acredito que por ser uma entusiasta por natureza, as coisas não me entristecem com facilidade e não me deixam desanimar. Estou sempre buscando coisas para fazer, inventando e acima de tudo, pesquisando e estudando coisas novas. Faço parte de alguns grupos com segmentos diferenciados para aprender com cada um.

  • Livros. Quais são os seus autores e obras preferidos?

Não tenho autor preferido, mas busco para cada palestra ou treinamento, um autor que possa me ajudar na narrativa. Como fala-se popularmente, “eu bebo de várias fontes”, absorvendo de cada uma delas, o conteúdo que necessito para minha vida e meu trabalho. Vale também, para filmes e séries. Busco sempre ler e olhar com olhos no comportamento humano, linha que escolhi abordar em minha nova atividade. Pela minha formação, administração, comunicação e comportamental, são hoje, os volumes que ocupam maior parte da minha biblioteca.

  • Um conselho para o jovem de hoje.

O maior conselho é de não parar no tempo. Estude, pesquise e compartilhe. Seja curioso, vasculhe o que pode te fazer crescer e o que te trará prazer. Trabalhe com amor. E mesmo depois de crescido e adulto, não deixe ninguém impedir que você corra e realize os teus sonhos. Dedique-se e seja comprometido. Estar comprometido vai além de estar envolvido, e o mercado, sabe muito bem a diferença entre os dois.

 

 

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