Empreendedora das Letras: Annita Phillipowski

Por Paulo Roberto Karam

Mais uma poetisa nos é apresentada pelo nosso colunista Paulo Roberto Karam, hoje é a vez de Annita Phillipowski

O segundo período das nossas letras femininas, iniciando em 1910 engloba as mulheres engajadas nas lutas pela liberação feminina e melhoria de seu status social e econômico. Essas pioneiras, tendo como modelo as feministas europeias, labutaram principalmente na Imprensa, com poesias, contos e outros textos importantes.

Os nomes imortais de Mariana Coelho, Zaida Zardo, Annete Macedo, Julia Wanderlei e Anita Phillipowski se sobressaem no cenário paranaense como militantes, “animadoras da cultura”, modificadoras da legislação e costumes vigentes.

Annita Phillipowski nasceu em Ponta Grossa em 2 de agosto de 1886. Filha de Carlos Leopoldo Phillipowski e de Maria do Nascimento Branco Philipowski, esta natural de Sorocaba – SP e casados em Ponta Grossa na matriz de Santa Ana em 5 de fevereiro de 1880. A educação dos filhos foi na fazenda, se efetivando com professores particulares contratados, geralmente estrangeiros, que passavam a residir na fazenda.

O currículo dava ênfase às artes (música e pintura), ao ensino das línguas (Alemão e Frances) assim como leituras de literatos da época, José de Alencar, Machado de Assis, Rimbaud e Baudelaire, Victor Hugo que foram as influências fundamentas da poesia e prosa de Anita.

Poetisa, prosadora, contista, novelista, fez parte do grupo das primeiras animadoras das letras femininas no Paraná. Destruiu quase todas as suas produções literárias, entre as quais existiam várias novelas inéditas. Os poucos poemas que conseguimos dão ideia da força e da beleza dos seus versos. Colaborou em jornais e revistas, principalmente no período de 1910 – 1940: A Bomba, Diário da Tarde, Fanal, Revista do Povo, Ilustração Paranaense, Prata da Casa Curitiba, Folha Rósea (Ponta Grossa), Correio de Botucatu, Diário de Sorocaba – SP e outros. Faleceu em Ponta Grossa em 30 de março de 1967.

 

rosa

 

O Soldado que Não Voltou

 

Era um muro todo fechado

e aqui e ali esborcinado

de tão antigo que mostrava ser.

E no lanço dessa vedação

estendia seus galhos e suas flores

uma rósea rosa trepadeira.

 

Daquela avoenga mansão

tão espaçosa quanto hospitaleira

era uma das coisas mais bonitas

esse muro vestido de roseira.

 

E nessa vetusta habitação

Centenária. Cheia de poesia.

Era ali que com meus pais residia.

Um soldado ora na guerra,

oficial era. Posto de Tenente

e tinha por nome Aristeu

 

E mais, nesse dia alguém ouviu.

Estava cheia de flor…Nesse dia

veio uma nova para o solar.

 

Há notícias que vem envoltas em crepe.

Tem a gente, ao receber, essa impressão.

 

Rachou-se a frente do casarão.

Dó.

E mais, nesse dia alguém ouviu

a mãe do Expedicionário soluçar:

– Deus!…Meu Deus!… Era só ele!

Perdão, Senhor!

Eu tinha um filho só!

 

E agora…

No seu consolo o galgo malhado

que tinha sido o enlevo do soldado

uiva baixinho em tom magoado.

Volvendo o seu dorido olhar,

para cima, para a região azul,

onde os que morrem pela Pátria vão morar,

a saudade ali está. Chora, parece

nos olhos do fiel animal.

 

E é como coisa

que chorasse a reclamar humildemente

– Aristeu!

Onde está você, Aristeu?

E mais, agora

de tanta flor aberta que tem,

a roseira, todinha cor de rosa,

sorri um sorriso dessa cor

e, não podendo enviar suas flores

para o cemitério de Pistoia,

manda um róseo sorriso para o Céu.” Anita Phillipowski – Um Século de Poesia

                                                                            Centro Feminino Paraense de Cultura 1959 (1953)

 

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Empreendimentos que atendem necessidades básicas da população são os que mais devem crescer em 2017.

Por Leonardo Grisotto

Crise econômica, aumento do desemprego e redução de crédito redefinem prioridades populares

Que 2016 foi um ano difícil todo mundo sabe, e o comércio foi um dos mais afetados pela crise. Uma pesquisa realizada pelo Serasa Experian mostra que o setor de varejo teve seu pior resultado desde o ano 2000. O que muitos não sabem é que os empreendimentos que atendem necessidades básicas da população são os que mais devem crescer em 2017.

Um levantamento realizado pelo Sebrae avaliou o comportamento da economia brasileira, bem como o perfil das novas empresas abertas no país e concluiu que 2017 será um ano promissor para a área de serviços. Mesmo com a crise, a população não deixará de consumir, no entanto está reavaliando suas prioridades e optando por gastos menos supérfluos – o reparo de produtos, por exemplo, substitui a compra de novos modelos, o que engloba desde eletrodomésticos e roupas até veículos. Diante dessa nova realidade de mercado, empresários devem reavaliar sua oferta, se conectar melhor com a demanda, oferecer valor e reduzir custos desnecessários, não valorizados pelo cliente.

Ainda de acordo com o Serasa, as empresas que oferecem serviços e produtos que prometem reduzir custos operacionais também devem prosperar neste ano. Entre os setores mais promissores estão o de alimentação, saúde, construção, produtos inovadores (aqueles que permitem aumentar a eficiência e produtividade, por exemplo), estética e beleza, serviços especializados (comunicação, gestão empresarial) e de reparo e manutenção.

Mesmo diante de um cenário de incertezas políticas e econômicas, há queda de inflação e um governo tentando acalmar os ânimos do mercado. O mais importante e vital para a saúde financeira de uma empresa nos dias atuais é rever seu posicionamento, enxugar ineficiências, melhorar a produtividade e focar no nicho que melhor se adequa ao seu produto: em tempos conturbados o ideal é ser excelente em poucas coisas.

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Surfando e Empreendendo

Por Tereza Karam

Sabe aquele conceito de que, não sabendo que era impossível a pessoa foi lá e fez? Tenho repetido isto com frequência nos últimos meses, pois traduz a relação do meu empreendimento como Personal Organizer e o encontro casual com o Surf.

Como Personal Organizer o que mais ouço é “não cabe”, “precisa comprar um armário”, “não imaginava que aí ficaria bom”, “você faz mágica”, “como conseguiu colocar isso aí”…

Como namorada de surfista – e curiosa nata –  resolvi deixar a canga e a máquina fotográfica na areia e pegar onda no estilo Longboard. Tradução: pranchão, eu tenho 1 metro e meio e a prancha 3 metros. O legal nesta modalidade é que poderei “dançar” na prancha e isso me atraiu. Bom… após conseguir dropar. Tradução: conseguir ficar em pé. Me inspiro em surfistas paranaenses, Thiara Basso, Carol Cavallari e a campeã brasileira e segunda melhor longboard do mundo Chloé Calmon. Me deleito com a beleza do balé sobre a prancha e a ousadia de encarar o mar, o que requer inteligência corporal e emocional. PodeROSAS!

 

Fonte da Imagem: Arquivo Pessoal de Tereza Karam

Fonte da Imagem: Arquivo Pessoal de Tereza Karam

Como tudo tem um começo, eu repito para mim: não sabendo que era impossível foi lá e fez!

  • 1° passo: entrar no mar com uma prancha de 3 m vencendo a arrebentação
  • 2° passo: subir na prancha
  • 3° passo: remar na velocidade da onda
  • 4° passo: impulsionar o corpo para fazer o drope
  • 5° passo: flexibilizar e equilibrar o corpo para se manter em pé
  • 6° passo: chegar até a praia usando manobras corporais
  • 7° passo: comemorar

Provavelmente darei boas risadas desta foto, registro da terceira vez em que entrei no mar.

Precisamos lembrar que excelência, sucesso  – seja lá como você define atingir seus objetivos –  sempre tem um início meio ou bem desajeitado, mas foi onde rompemos o medo e a insegurança. Medo de ser ridicularizado, de não conseguir, de se machucar, de se frustrar… Insegurança quanto as próprias limitações, pois o novo é desconhecido e não podemos controlar. E se não der certo? Bom… pelo menos fomos lá e tentamos e na memória teremos registros que aumentarão nosso repertório de vida. E por falar em vida, estou completando este mês 50 anos de idade e apesar da menopausa e da osteoporose, continuo experimentando a vida! A vantagem desta idade, é já ter vivido muitas histórias e utilizo todo meu repertório anterior para me “jogar” em novas histórias.

O surf é um esporte para corajosos! O ambiente é instável e imprevisível. Você precisa conhecer seu funcionamento corporal e emocional para encarar o mar e estabelecer uma boa comunicação com as ondas. E aí eu me descubro muito corajosa! Porque estou surfando? Não, porque estou empreendendo!

O empreender é para corajosos, pois por definição é a execução de uma tarefa difícil!

Vamos a analogia do surf com os quatro pilares do Empreendedorismo Rosa e de nossa Confraria Rosa.

  • Atenta à espera da melhor onda: FOCO.
  • Vencer a arrebentação e dropar: FORÇA.
  • Encarar o mar mesmo com adversidades e sem as condições físicas ideais: FÉ.
  • E para aqueles que criticam descredibilizando os primeiros movimentos: FODA-SE.

Não importa se você está empreendendo ou surfando. Se isto apareceu na sua vida de forma contingencial ou foi a busca de um sonho. O que importa, é o movimento em espiral onde você perpassa os 4 Fs e gradativamente se desloca do ponto inicial. Onde vamos chegar? Não temos como saber, porque FÉ é acreditar naquilo que não se vê. Durante o caminho vamos sorvendo realidade, nos conhecendo melhor, nos especializando, curando dores, nos inspirando com aqueles que já chegaram lá e principalmente curtindo a vida, pois ela está acontecendo AGORA.

No próximo dia 11.03 estarei com o Empreendedorismo Rosa, celebrando o nosso dia, o Dia da Mulher, e falarei ainda mais sobre este tema, em uma pROSA animada intitulada:  “Nunca é tarde para se movimentar”. Será um dia de muitas ações de networking, bons negócios, aprendizagem e empoderamento. Tenho certeza que não vai querer ficar fora dessa.

Inscreva-se e venha fazer acontecer com a gente:https://www.sympla.com.br/eu-feliz__118225

 

 

 

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Empreendedora das Letras

Por Paulo Roberto Karam

A partir deste mes teremos a presença de um novo pROSEADOR, Paulo Roberto Karam, que nos apresentará as poetisas paranaenses, contando um pouco da sua história e ilustrando como uma poesia para inspirar.

E começo apresentando a pioneira nas letras pátrias, na figura ímpar de Júlia Maria da Costa, nascida em Paranaguá em 1º. de julho de 1844. Casando-se com o presidente do Partido Conservador, foi levada para S. Francisco do Sul, que na época pertencia ao Paraná. Lá ela participou de inúmeras festas, saraus políticos e sociais, onde recebia os convidados, tocava piano e fazia poesias.

Foi a primeira mulher a publicar livros no Paraná: ‘Flores Dispersas”, 1867, 1868 e Bouquet de Violetas, 1882. Pertencendo à escola Romântica, suas poesias são “roxas de saudade” como disse o poeta Silveira Neto, que fez um estudo sobre Júlia da Costa. Mas, foi a dra. Rosi Macedo Pinheiro Lima, co-fundadora do Centro Feminino Paranaense de Cultura, que foi a São Francisco do Sul, procurar subsídios para a biografia de Júlia da Costa, em 1953 e nos deu um relato fiel da vida dessa pioneira.

Neste último ano de 2016 a escritora Tereza de Britto montou um monólogo: “Júlia na Janela”, interpretado pela poetisa Eliane Quadreli Justi e fez muito sucesso onde foi apresentado. O compositor Manuel Anísio Moskaleski musicou quatro poemas de Julia.

Fonte da Imagem: Paseven - Fotolia

                                                          Fonte da Imagem: Paseven – Fotolia

O único soneto de Júlia da Costa, foi publicado na Marinha de Paranaguá, em 1882:

A Noite

 

Brilha o céu, mas em vão soluça e brada

a terra ansiosa, com pueril receio!

É densa a treva, nesta paz calada,

funda tristeza nos oprime o peito.

 

Tudo fenece, em baixa orvalhada

repousa o campo de virtude cheio!

Negro é o mar, a floresta sossegada,

dormem das aves da espessura em meio

 

Embalde a Noite traiçoeira e linda

enche de encanto os bosques e os atalhos

e, enquanto o fulgor do espaço alinda,

 

seu manto enfeita de gentis orvalhos,

mentem os ermos na amplidão infinita,

mentem as flores a tremer nos galhos.

 

Marinha, 1882

 

 

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Venha fazer parte do Prêmio Citi Jovens Microempreendedores.

Por Empreendedorismo Rosa

Ações como essa, o Empreendedorismo Rosa tem grande alegria em parceirizar, afinal queremos que o ecossistema empreendedor cresça com qualidade e comprometimento. Aliança Empreendedora, com patrocínio da Citi Foundation e apoio do Citi, abre as inscrições do Prêmio Citi Jovens Microempreendedores 2016, com o objetivo de identificar, treinar e premiar jovens microempreendedores que estejam promovendo o desenvolvimento em suas comunidades em todo o Brasil.

Premiação para jovens microempreendedores

Jovens de 18 a 35 anos que estejam empreendendo em negócios, formalizados ou não, ou que tenham uma ideia de negócio que gostariam de colocar em prática podem se inscrever. As inscrições são gratuitas e acontecem exclusivamente através do site www.pcjm.com.br.

A seleção dos empreendedores vencedores acontece em duas fases:

  1. Na primeira etapa, serão escolhidos 20 finalistas, que serão premiados com um vale-presente no valor de R$ 1 mil*, capacitação presencial em São Paulo-SP*, além dos custos de viagem*.
  2. A segunda etapa acontece em São Paulo-SP, onde os 20 microempreendedores finalistas irão apresentar seus negócios e ideias de negócio para uma banca de especialistas. A partir disso, os jurados selecionarão quatro vencedores finais: dois na categoria negócio e dois na categoria ideia de negócio.

Os primeiros lugares de cada categoria levam um prêmio de R$ 6.500 e os segundos lugares uma premiação de R$ 4.500, todos em barras de ouro.

As inscrições vão até dia 15 de janeiro e a revelação do resultado acontece no dia 20 de abril de 2017, em evento em São Paulo-SP. O regulamento completo está disponível no site e essa promoção foi autorizada pela Secretaria de Acompanhamento Econômico, certificado de autorização SEAE/MF 03/0484/2016.

Premiação para a organização social

Para a categoria de Organização Social Mais Transformadora, as inscrições abrem no dia 6 de dezembro e vão até dia 14 de fevereiro e a eleita pelo júri recebe um diploma de reconhecimento* e duas bolsas de estudo no valor de R$ 1.100,00* que podem ser utilizadas por dois membros da instituição em cursos com a INK, referência no assunto de gestão de projetos, além de um pacote de viagem para São Paulo para uma pessoa.

“O Prêmio reforça o compromisso da Citi Foundation em ressaltar a importância do microempreendedorismo no desenvolvimento da economia do Brasil. Fundamentado sobre o impacto gerado pelos 10 anos do Prêmio Citi Melhores Microempreendimentos, a iniciativa se renova para alcançar um público jovem que começa a empreender, mas que não tem experiência e acesso fácil ao conhecimento ou aos serviços de negócios. Queremos divulgar as histórias de sucesso e motivar os jovens para que impactem positivamente suas comunidades”, afirma Priscilla Cortezze, Superintendente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade do Citi.

Fonte da Imagem: Prêmio Citi Jovens Microempreendedores

Fonte da Imagem: Prêmio Citi Jovens Microempreendedores

SOBRE A CITI FOUNDATION

A Citi Foundation trabalha para promover o progresso econômico em comunidades ao redor do mundo, com foco em iniciativas que ampliem a inclusão financeira. Dessa forma, colaboramos com parceiros altamente qualificados para criar melhorias econômicas que fortaleçam famílias e comunidades de baixa renda. Por meio da abordagem “Mais que Filantropia”, os recursos de negócios e capital humano do Citi elevam nossos investimentos e impacto filantrópicos. Para mais informações, visite WWW.CITIFOUNDATION.COM ou citibank.com.br/institucional/sustentabilidade.

SOBRE O CITI

O Citi, banco global líder, tem aproximadamente 200 milhões de contas de clientes em mais de 160 países e jurisdições. O Citi disponibiliza para pessoas, corporações, governos e instituições uma ampla variedade de produtos e serviços financeiros, incluindo serviços bancários e de crédito ao consumidor, serviços bancários corporativos e de investimento, corretagem de valores e administração patrimonial. Para mais informações sobre o Citi, favor acessar: WWW.CITIBANK.COM.BR | Twitter: @CITIBRASIL | YouTube: WWW.YOUTUBE.COM/CITIBRASIL | Blog: HTTP://CITIBRASIL.WORDPRESS.COM/ | Facebook: WWW.FACEBOOK.COM/CITIBRASIL

SOBRE A ALIANÇA EMPREENDEDORA

Organização social que trabalha apoiando empresas, organizações sociais e governos a desenvolver modelos de negócios inclusivos e projetos de apoio a microempreendedores de baixa renda, ampliando o acesso a conhecimento, redes, mercados e crédito para que desenvolvam ou iniciem seus empreendimentos. Desde 2005 já apoiou mais de 29.909 microempreendedores, através de 109 projetos e mais de 50 parceiros, gerando novas oportunidades de negócios, trabalho e renda através do empreendedorismo, promovendo inclusão e desenvolvimento econômico e social.
No Brasil, também é membro oficial da Youth Business International e da Rede ANDE (Aspen Network of Development Enterpreneurs).

Para saber mais, acesse: http://aliancaempreendedora.org.br/

 

Para mais informações de imprensa sobre o Prêmio Citi Jovens Microempreendedores 2016

Growth Comunicações

Nathália Sanches – nathalia@growthcomunicacoes.com.br

Débora Fôlego – debora@growthcomunicacoes.com.br

Sergio Sanches – sergio@growthcomunicacoes.com.br

(11) 2626-0567

Acesse o Site do PCJM: http://pcjm.com.br e inscreva-se!

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Atenção para não cair nas armadilhas do primeiro negócio próprio.

Por Leonardo Pansardi Grisotto

O medo de empreender é normal, mas é preciso atenção para não cair nas armadilhas do primeiro negócio próprio.

Ingressar no mercado empreendedor pode ser assustador para muita gente, especialmente quando não se domina os macetes e as artimanhas do mercado de finanças. No entanto, uma boa forma de aliviar o medo de dar o primeiro passo é pesquisar sobre casos de falência e, com isso, aprender o que não se deve fazer.

Com 17 anos, trabalhava como caixa em um posto de gasolina e ao que tudo indicava em breve me tornaria o gerente. Nada mal para um jovem que ainda nem tinha carteira de motorista, mas eu sempre tive um espirito empreendedor, então buscava estar antenado nas oportunidades que surgiam ao meu redor.  Certo dia tive um insight: abrir uma banca de revistas. Na minha cidade não havia nenhuma, e os jornais e revistas eram vendidos em uma papelaria, que comercializava meia dúzia de títulos diferentes, num balcão inacessível. Minha cidade não poderia continuar daquela forma.

Fonte da Imagem: Casa, Coisas e Fatos

Fonte da Imagem: Casa, Coisas e Fatos

Pedi demissão do posto e fui empreender. Não tinha conhecimento nenhum de gestão empresarial, só tinha uma oportunidade real nas mãos e uma enorme vontade de fazer acontecer. Então montei a revistaria: ela ficou linda e era muito bem localizada. Comecei fazer parcerias, promoções e atendia muito bem: tinha até cafezinho para os clientes irem lá bater papo comigo. O negócio começou a prosperar e o caixa a crescer. Nesse momento decidi investir em instalações mais modernas, mas, havia um problema: o comércio de revistas é feito por consignação com as distribuidoras, então eu tinha um monte de dinheiro na mão, mas apenas um percentual (18% pra ser exato) era realmente meu. Os 82% restantes eram das distribuidoras. Resultado: imobilizei meu capital de giro, incluindo o das distribuidoras, e todo final de mês precisava fazer milagres para quitar as faturas dos distribuidores. Para piorar fiz um empréstimo, e a bola de neve só cresceu.

Hoje vejo claramente esses dois erros muito básicos na gestão de qualquer empresa, de qualquer porte: falta de planejamento e má gestão do capital de giro. Como fui amador nesses aspectos, meu destino estava decretado: falência. Em menos de um ano, vendi a revistaria e fui fazer administração pra entender mais de negócios. O espírito empreendedor estava vivo, mas eu precisava aprender.

Normalmente quem possui esse espírito empreendedor tem muito medo de levar seu primeiro negócio à falência. No entanto, apesar dos riscos, existem algumas dicas que podem fazer você não cair no mesmo erro que eu e tantos outros já caímos.

– Pesquisa de mercado:

Antes de abrir um negócio, é imprescindível que se faça uma pesquisa de mercado detalhada, só assim o empresário terá um rumo sobre a área na qual deve investir. Pesquise as demandas da sua região, e veja se você tem condições de oferecer o que a localidade precisa. No entanto, não demore muito para desenvolver o produto: o que precisa ser perfeito é o timing de lançamento.

– Planejamento é a alma do negócio:

Empreendedores que estão começando tendem a ter dificuldade de enxergar em longo prazo. E quando se tem de conciliar planejamento em longo prazo com metas de curto prazo, complica ainda mais. É preciso um planejamento detalhado para que todos os gastos estejam dentro do orçamento, e as contas não saiam do controle.

– Misturar finanças pessoas e empresariais:

Um dos grandes erros das pequenas e médias empresas é esse. Empresários que financiam gastos pessoais com o capital da empresa são fortes candidatos a problemas administrativos (e ao fracasso).

– Controle financeiro:

O controle de uma empresa deve ser completo, e não conter apenas planilhas de contas a pagar, a receber e fluxo de caixa, como acontece com grande parte delas. Orçamento anual, balanço patrimonial, sistemas de gestão, entre outros, são partes importantes e não devem ser ignoradas.

Resumindo, não seja amador nos seus negócios! Seja a sua empresa um quiosque, escritório, loja ou indústria, o que ela precisa é de uma gestão profissional. As estatísticas não me deixam mentir: a maior parte das empresas fecham suas portas por falta de planejamento estratégico e gestão financeira. Planeje e preste atenção no capital de giro da sua empresa, pois são tópicos extremamente importantes para a sobrevivência do seu negócio.

 

 

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