4 Recomendações para Empreendedoras podeRosas

Por Leonardo Pansardi Grisotto

Release profissional:

Empreender no Brasil é tarefa para poucos. Segundo o IBGE, os proprietários de empresas representam apenas 3,7% da população. Para ajudar as empreendedoras nessa difícil jornada, seguem algumas recomendações baseadas nas melhores práticas na gestão de empresas:

Planejamento

Há anos o Sebrae aponta a falta de planejamento (estratégico) como uma das principais causas de falência das empresas no Brasil. É preciso responder questões como: Qual é o nosso foco? Quem é o público-alvo? Quanto será minha margem? Quantas pessoas preciso na equipe? A demanda é real ou só está na minha cabeça? Onde queremos chegar? E por aí vai. Planejar é questionar. Questione tudo em seu negócio e busque melhorar sempre, em todas as áreas, não apenas naquela em que você é expert.

Fonte da imagem: Corbis


Liderança

Uma líder precisa cuidar da sua equipe. As pessoas trabalham em uma empresa porque eles querem fazer a diferença e saber que elas são importantes no processo. O lucro é consequência. É assim que uma companhia cresce.

Organização

Uma empresa organizada possui um sistema de gestão e processos bem definidos, que é a forma de se operar, o modus operandi, são as regras do negócio bem definidas e claras para toda a equipe. Aqui estamos falando de todos os processos, sejam eles financeiros, RH, marketing ou operacional. Todos, sem exceção, precisam ser mapeados a fim de se organizar a empresa.

Controles

Controle seu negócio. Você só conseguirá gerenciar o que conseguir medir. Controle os números críticos, sejam eles volume de vendas, margem de produtos, turnover ou geração de caixa. Crie indicadores e acompanhe-os ao longo dos meses. Isso é fundamental pra você saber onde está e se está indo na direção certa ou não!

Essas 4 recomendações formam a base pra gestão de qualquer negócio, em qualquer segmento da economia. A falta deles é justamente o ponto crítico que leva diversas empresas à falência, conforme as estatísticas. E reforçando esses pontos, como diria Jorge Paulo Lemann: “A gente só tem um truque, que é colocar gente boa e nosso sistema de gestão para mudar o resultado de uma empresa”.

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Empreendimentos que atendem necessidades básicas da população são os que mais devem crescer em 2017.

Por Leonardo Grisotto

Crise econômica, aumento do desemprego e redução de crédito redefinem prioridades populares

Que 2016 foi um ano difícil todo mundo sabe, e o comércio foi um dos mais afetados pela crise. Uma pesquisa realizada pelo Serasa Experian mostra que o setor de varejo teve seu pior resultado desde o ano 2000. O que muitos não sabem é que os empreendimentos que atendem necessidades básicas da população são os que mais devem crescer em 2017.

Um levantamento realizado pelo Sebrae avaliou o comportamento da economia brasileira, bem como o perfil das novas empresas abertas no país e concluiu que 2017 será um ano promissor para a área de serviços. Mesmo com a crise, a população não deixará de consumir, no entanto está reavaliando suas prioridades e optando por gastos menos supérfluos – o reparo de produtos, por exemplo, substitui a compra de novos modelos, o que engloba desde eletrodomésticos e roupas até veículos. Diante dessa nova realidade de mercado, empresários devem reavaliar sua oferta, se conectar melhor com a demanda, oferecer valor e reduzir custos desnecessários, não valorizados pelo cliente.

Ainda de acordo com o Serasa, as empresas que oferecem serviços e produtos que prometem reduzir custos operacionais também devem prosperar neste ano. Entre os setores mais promissores estão o de alimentação, saúde, construção, produtos inovadores (aqueles que permitem aumentar a eficiência e produtividade, por exemplo), estética e beleza, serviços especializados (comunicação, gestão empresarial) e de reparo e manutenção.

Mesmo diante de um cenário de incertezas políticas e econômicas, há queda de inflação e um governo tentando acalmar os ânimos do mercado. O mais importante e vital para a saúde financeira de uma empresa nos dias atuais é rever seu posicionamento, enxugar ineficiências, melhorar a produtividade e focar no nicho que melhor se adequa ao seu produto: em tempos conturbados o ideal é ser excelente em poucas coisas.

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Finanças: de vilã a amiga

Por Empreendedorismo Rosa

Em março celebramos o Dia Internacional da Mulher e o Dia Internacional da Felicidade, respectivamente nos dias 8 e 20. Unimos estas duas datas e seus temas e preparamos um dia especial para você, MULHER que faz acontecer.

Não importa se você empreende ou não, se deseja empreender ou não, se quer mudar de carreira, de relacionamento, de cidade ou de identidade. O importante é que de fato queira ser feliz e venha se unir a nós, no dia 11 de março, sábado, no evento “EU FELIZ”, onde teremos pROSAS de empoderamento pessoal e profissional, com 7 mulheres que, como você, batalham e encaram suas vidas de frente e com a felicidade na bagagem.

Será um dia de muito networking, boas risadas, boa comida, boas pROSAS e muita felicidade e você poderá adquirir seu ingressos de acordo com sua disponibilidade de tempo. Mas desde já lhe desafiamos a separar este dia todo para você, afinal, para sermos felizes temos que nos permitir, confere?

A quinta pROSA do dia será com nossa Confrade ROSA, Vivian Botelho Coginotti, trazendo o tema: “Finanças: de vilã a melhor amiga”. Vivian é médica há 15 anos e há 9 atua como reumatologista e investigadora em pesquisa clínica. Este ano está intra-empreendendo com o projeto de avaliação de saúde funcional. Em 2015, ficou inconformada em perder investimento em aplicações (errou rude!), mas isso a tornou hoje uma expert em investimentos e finanças (sabe a tal volta por cima? Então!).

Acredita que todas as mulheres podem ter seus investimentos financeiros trabalhando a seu favor sem precisar participar de reality shows ou da ajuda do Roberto Justus.

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Esperamos por você!

Nossa programação segue abaixo:

10h – 11h – Lênia Luz : Boas – vindas e pROSA: “ Felicidade, para que te quero?”
10 minutos para um cafezinho

11h10 – 12h – Déborah Alves: “Empreender sem sair do emprego: Você consegue!”
12h10 – 13h – Tatiana Verri: “Planejando o planejamento: Hora de fazer valer!”
Almoço com pROSA ( 13h10 )

14h10 – 15h – Tereza Cristina Karam: “Nunca é tarde para se movimentar”
15h10 – 16h – Vivian Botelho Coginotti: “Finanças: de vilã a melhor amiga”

10 minutos para um cafezinho

16h10 – 17h – Caroline Farias dos Santos : “Gestão de Conflitos: os meus, os seus e os nossos”
17h10 – 18h – Bárbara Stainsack: pROSA: “Criatividade para viver: Qual é a sua?”
18h – Encerramento com brinde DOC DUO
Inscreva-se logo pois as vagas são limitadas: https://www.sympla.com.br/eu-feliz__118225

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Atenção para não cair nas armadilhas do primeiro negócio próprio.

Por Leonardo Pansardi Grisotto

O medo de empreender é normal, mas é preciso atenção para não cair nas armadilhas do primeiro negócio próprio.

Ingressar no mercado empreendedor pode ser assustador para muita gente, especialmente quando não se domina os macetes e as artimanhas do mercado de finanças. No entanto, uma boa forma de aliviar o medo de dar o primeiro passo é pesquisar sobre casos de falência e, com isso, aprender o que não se deve fazer.

Com 17 anos, trabalhava como caixa em um posto de gasolina e ao que tudo indicava em breve me tornaria o gerente. Nada mal para um jovem que ainda nem tinha carteira de motorista, mas eu sempre tive um espirito empreendedor, então buscava estar antenado nas oportunidades que surgiam ao meu redor.  Certo dia tive um insight: abrir uma banca de revistas. Na minha cidade não havia nenhuma, e os jornais e revistas eram vendidos em uma papelaria, que comercializava meia dúzia de títulos diferentes, num balcão inacessível. Minha cidade não poderia continuar daquela forma.

Fonte da Imagem: Casa, Coisas e Fatos

Fonte da Imagem: Casa, Coisas e Fatos

Pedi demissão do posto e fui empreender. Não tinha conhecimento nenhum de gestão empresarial, só tinha uma oportunidade real nas mãos e uma enorme vontade de fazer acontecer. Então montei a revistaria: ela ficou linda e era muito bem localizada. Comecei fazer parcerias, promoções e atendia muito bem: tinha até cafezinho para os clientes irem lá bater papo comigo. O negócio começou a prosperar e o caixa a crescer. Nesse momento decidi investir em instalações mais modernas, mas, havia um problema: o comércio de revistas é feito por consignação com as distribuidoras, então eu tinha um monte de dinheiro na mão, mas apenas um percentual (18% pra ser exato) era realmente meu. Os 82% restantes eram das distribuidoras. Resultado: imobilizei meu capital de giro, incluindo o das distribuidoras, e todo final de mês precisava fazer milagres para quitar as faturas dos distribuidores. Para piorar fiz um empréstimo, e a bola de neve só cresceu.

Hoje vejo claramente esses dois erros muito básicos na gestão de qualquer empresa, de qualquer porte: falta de planejamento e má gestão do capital de giro. Como fui amador nesses aspectos, meu destino estava decretado: falência. Em menos de um ano, vendi a revistaria e fui fazer administração pra entender mais de negócios. O espírito empreendedor estava vivo, mas eu precisava aprender.

Normalmente quem possui esse espírito empreendedor tem muito medo de levar seu primeiro negócio à falência. No entanto, apesar dos riscos, existem algumas dicas que podem fazer você não cair no mesmo erro que eu e tantos outros já caímos.

– Pesquisa de mercado:

Antes de abrir um negócio, é imprescindível que se faça uma pesquisa de mercado detalhada, só assim o empresário terá um rumo sobre a área na qual deve investir. Pesquise as demandas da sua região, e veja se você tem condições de oferecer o que a localidade precisa. No entanto, não demore muito para desenvolver o produto: o que precisa ser perfeito é o timing de lançamento.

– Planejamento é a alma do negócio:

Empreendedores que estão começando tendem a ter dificuldade de enxergar em longo prazo. E quando se tem de conciliar planejamento em longo prazo com metas de curto prazo, complica ainda mais. É preciso um planejamento detalhado para que todos os gastos estejam dentro do orçamento, e as contas não saiam do controle.

– Misturar finanças pessoas e empresariais:

Um dos grandes erros das pequenas e médias empresas é esse. Empresários que financiam gastos pessoais com o capital da empresa são fortes candidatos a problemas administrativos (e ao fracasso).

– Controle financeiro:

O controle de uma empresa deve ser completo, e não conter apenas planilhas de contas a pagar, a receber e fluxo de caixa, como acontece com grande parte delas. Orçamento anual, balanço patrimonial, sistemas de gestão, entre outros, são partes importantes e não devem ser ignoradas.

Resumindo, não seja amador nos seus negócios! Seja a sua empresa um quiosque, escritório, loja ou indústria, o que ela precisa é de uma gestão profissional. As estatísticas não me deixam mentir: a maior parte das empresas fecham suas portas por falta de planejamento estratégico e gestão financeira. Planeje e preste atenção no capital de giro da sua empresa, pois são tópicos extremamente importantes para a sobrevivência do seu negócio.

 

 

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Sem crise e com novos empreendimentos abertos

Por Leonardo Pansardi Grisotto 

Apesar da recessão econômica vivida no país, mais de um milhão de novas empresas foram abertas no primeiro semestre de 2016.

Que a economia do país não está em seu melhor momento, não é novidade para ninguém. No entanto, mesmo diante de um cenário repleto de incertezas, este pode ser um momento interessante para quem sonha em ter o seu próprio negócio. Ao contrário do que se pode imaginar, especialistas afirmam que o período de recessão econômica pode oferecer inúmeras vantagens para novos empresários, basta estar atento aos riscos e oportunidades.

Ao mesmo tempo em que retrai, ela também pode ser uma boa impulsionadora. A crise econômica que afeta o país ainda assusta, mas vem motivando muita gente a realizar um grande sonho: o de ter o seu próprio negócio.  No primeiro semestre de 2016 o Brasil registrou número recorde de abertura de empresas: de acordo com pesquisas realizadas pelo Serasa Experian, foram abertas mais de um milhão, um crescimento de 3% referente ao mesmo período do ano passado.

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Fonte da Imagem: Paula Soares

Para se arriscar, é preciso possuir senso de oportunidades: enquanto alguns mercados se mantêm emperrados, outros parecem estar propícios a novos empresários. O setor de serviços, por exemplo, continua sendo uma boa opção de investimento: representando cerca de 60% das novas empresas abertas no país, este é um mercado que se mantém aquecido em tempos de recessão, podendo, inclusive, oferecer serviços que acompanhem as atuais necessidades de mercado, como atender grandes corporações que buscam alternativas para redução de custos. Outras áreas que costumam se manter mais resistentes à crises são as de alimentação, estética e saúde.

No entanto, existem outros detalhes a serem considerados: o nicho de mercado correto tem mais a ver com as características individuais e preferências do empreendedor do que setores mais promissores. É claro que se for possível casar essas duas coisas, será perfeito. Mas na dúvida, a paixão pelo que faz e a experiência devem vir primeiro. Isso poupará muito tempo com aprendizado de detalhes e processos que o empreendedor já conhece. Outra vantagem de lançar um empreendimento neste momento é que isto pode ser um bom test drive: conseguir deslanchar será um atestado de capacidade técnica e empresarial, assim como será também para aqueles que conseguirem atravessar a crise.

Possuir um olhar crítico também faz toda a diferença: saber identificar bons negócios que estejam sendo mal administrados, por exemplo, pode ser uma opção, visto que nestes casos o proprietário tende a repassar o empreendimento com valores mais baixos e condições mais atrativas. Franquias também podem ser uma escolha acertada, visto que uma marca já consolidada representa menos riscos e oferece mais credibilidade ao consumidor.  Além disso, nestes casos, o franqueador costuma oferecer incentivos importantes como pesquisa de mercado, consultoria, plano de negócios, ponto para instalação, entre outros.

Mesmo diante de tantas vantagens, não se pode esquecer que abrir uma empresa requer planejamento, e quando se trata de um momento economicamente delicado, esse planejamento precisa ser ainda mais cuidadoso e detalhado. Pesquisa de mercado e planejamento financeiro (orçamento de volume de receitas, preços, custos variáveis, despesas fixas, entre outros) são imprescindíveis. A paciência é outro ponto importante – se o empresário está em busca de lucro rápido, é melhor protelar a ideia. Mesmo para um investidor que compra uma boa empresa em estágio falimentar devido à má gestão, levará um tempo até reerguê-la. Lucros rápidos são para apostas e cassinos, não empresas. Aqui os ganhos dependem de todo o sistema estar bem azeitado, e isso leva tempo.

Para finalizar, algumas dicas importantes para quem está cogitando a possibilidade de dar esse grande passo: O fluxo de caixa é o oxigênio de um negócio. Sem ele a empresa morre em pouco tempo. Em períodos críticos é crucial controlá-lo centavo a centavo, saber exatamente de onde vem e para onde vai o todo dinheiro da empresa. Quem se preparou há algum tempo e hoje possui uma boa gestão financeira,  está conseguindo atravessar a crise de maneira mais tranquila, pois reservou capital de giro e está investindo nas coisas certas. Quem não tem uma boa gestão financeira, sofre com as indecisões ao não saber o que fazer, o que cortar, onde enxugar e onde investir. Na crise é preciso ser cirúrgico com o dinheiro e nesse aspecto, ter controle do fluxo de caixa é fundamental

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Desafios do crescimento empreendedor

Por Leonardo Grisotto

A perda de cargos formais em consequência da recessão econômica vivida no país vem estimulando trabalhadores a realizar um sonho antigo: o de se tornarem micro empreendedores. De acordo com o Serasa Experian, só no primeiro bimestre de 2016 houve um crescimento de 12,2% no número de empresas abertas em comparação com o mesmo período de 2015. No entanto, para viver do seu próprio negócio é preciso estar preparado: mantê-lo rentável e em constante processo de crescimento requer atenção e um planejamento bem detalhado.

 

Fonte da Imagem: Paula Soares

Fonte da Imagem: Paula Soares

Crescimento demanda aprendizado, e este último vem com a superação e transposição de obstáculos. Os desafios encontrados vão depender do estágio em que a empresa se encontra, mas existem basicamente quatro grandes gargalos a serem enfrentados: mercado, liderança, estrutura interna e legislação.

À medida que vai crescendo, conquistar o mercado vai se tornando cada vez mais desafiador para uma empresa, e isso se dá devido ao alto grau de concorrência. Explorar novos nichos e segmentos torna-se crucial nessa tarefa. Além disso, identificar o cliente ideal e refinar a força e o processo de vendas são fundamentais para superar esse desafio.

A liderança é outro ponto extremamente importante: uma empresa não vai crescer se não possuir líderes capazes de sustentá-la. A expansão do negócio requer pessoas que tomem a frente dos desafios e busquem soluções, por meio de uma equipe engajada e motivada. Outro pilar que deve ser muito bem trabalhado é o cuidado com sua estrutura interna: crescer sem organização é, literalmente, um tiro no pé. A evolução desordenada custará caro à empresa, visto que haverá desperdícios, desvios, retrabalhos, mais burocracias e desentendimentos entre a equipe. Apenas empresas que se estruturam corretamente conseguem crescer de forma saudável e duradoura.

A legislação também é um grande entrave. Devido ao teto estipulado para as pequenas empresas, após ultrapassar a barreira de faturamento de R$ 3,6 milhões/ano, elas são obrigadas a entrar em outros regimes fiscais e com isso há um aumento significativo na tributação sobre lucros e folha de pagamento de seus funcionários. Dessa mudança vem a grande dificuldade em crescer: sem um planejamento detalhado e o auxílio de consultorias externas o processo torna-se mais difícil.

Não há milagres para que o sucesso chegue: o segredo é trabalho duro e disciplinado. Você precisa buscar soluções para cada um dos pontos acima, e por meio de um bom planejamento e controle firme, é possível tomar decisões mais assertivas guiando assim o negócio pelos melhores caminhos.

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