Empreendedora das Letras

Por Paulo Karam

Mariana Teixeira Coelho nasceu em 19 de setembro de 1857, em Sabrosa, distrito de Vila Real, Portugal. Filha de Manoel Antonio Ribeiro Coelho e de Maria do Carmo Teixeira Coelho.

Em julho de 1892 veio com a família e se radicou em Curitiba, e desde logo se dedicou com afinco ao magistério e às lutas jornalísticas de combate, defendendo as causas feministas, sendo a mais conceituada das Feministas daquela época. Fundou o conceituado Colégio Santos Dumont, foi diretora da Escola Feminina República Argentina durante vinte anos.

 

MMMM

Poetisa e prosadora, espírito altamente cultivado com informações e formação, foi sócia do Centro de Letras do Paraná e do Centro Feminino de Cultura.

A escritora e poetisa Pompília Lopes dos Santos depõe: “Para essa nobre batalhadora, incansável pensadora, procurando sempre a felicidade no seio da sociedade, a poesia foi um oásis repousante, uma pausa, um   momento de alheiamento à busca  do ideal que norteou. Tive a felicidade de ser sua aluna no Curso Primário e posso testemunhar que essa Mestra inata deu excelentes aulas de português à nossa geração, e ao aprendermos com ela sobre Análise nada tivemos a acrescentar durante o Curso Secundário.  Lavro aqui um voto de louvor à ilustre Professora e ao seu inigualável Colégio Santos Dumont.”

 

Sua obra foi identificada em várias revistas e jornais:

  • No livro-monumento “Um Século de Poesia” do Centro Feminino Paranaense de Cultura, suas poesias foram recolhidas das Revistas Simbolista Azul, A Arte e Fanal ano II, nº 1 de 1912.
  • Rodrigo Júnior, em Anthologia Paranaense, 1938 acrescenta os jornais de Portugal: O Commercio, de Vila Real, Jornal da Manhã do Porto, Voz Pública, do Porto.
  • De Curitiba: Diário do Commercio, A República, O Cenáculo, Azul, Fanal, Breviário, O Sapo, Prata da Casa e feito por ela, O Beijo, que circulou durante dois anos – 1899-1900, entre os outros jornais de Curitiba, da época.

Seu falecimento não está registrado em pormenores, mas acredita-se que foi na “última Terça-feira” de novembro de 1954, em Curitiba.

 

Bibliografia:

  • Discurso proferido na Loja “Filhas da Acácia, em Curitiba, 1902
  • O Paraná Mental, História Literária, 1908 Curitiba
  • A Evolução do Feminismo, Estudo Social (Considerado o mais completo estudo sobre o assunto) escrito em 1926, publicado em 1933 – 2ª. Edição, 2002 por Zahidé Lupinacci Muzart
  • Linguagem – tese-1937
  • Cambiantes – Contos e Fantasia, 1940
  • Palestras Educativas- Obra Póstuma 1956

 

Primavera

“Primavera, amor, encanto

Que alenta, alegra e reanima.

Proclama-a ave que trina

Terno e ondulado canto.

 

Em plena aurora de abril

Canta-a o vergel perfumado

A flor que embalsama o prado

E o céu formoso de anil!

 

Ressurge a estação festiva!

Celebramos a beleza

Do quadro que a Natureza

Dá em rica perspectiva.

 

Neste conjunto ideal:

Paisagens, flores simbólicas…

Idílios, cenas bucólicas

Dos camponeses do val!

 

Depois, (diversão pueril)

Consultemos na campina

Nas belas tardes de abril

As pétalas da bonina…

 

E entre os mimos deslumbrantes

Com que nos brinda a Natura

Nossa alegria tão pura

Repitam ecos distantes.” Folha Rósea 15-09-11

 

 

 

 

 

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

quatro + 5 =