Empreendendo nas Organizações

Por Karina Leyser Cordeiro

 

Lembro na faculdade de administração quando me perguntavam se eu gostaria de empreender, eu afirmava veementemente que não. Que não tinha perfil e que queria mesmo era estar em grandes organizações. Engraçado como fomos educados a polarizar o empreender do trabalhar em organizações.

Porém, a medida que fui avançando na carreira corporativa, percebi o quanto gostava de usar da minha criatividade para resolver problemas, o quanto me era natural ser proativa frente a iniciativas e que querendo ou não me sentia “meio dona” da organização, características essas que sempre escutei nos relatos de grandes empreendedores.

Fonte da Imagem: UOL

Fonte da Imagem: UOL

Foi aí que comecei a estudar um termo ainda não muito divulgado no Brasil – o intraempreendedorismo. Esse termo apareceu pela primeira vez lá em 1978, afirmando que as empresas, a fim de prosperar numa economia em rápida mudança precisariam incorporar o pensamento empreendedor. Se naquela época era imperativo, o que dizer dos tempos atuais em que as mudanças acontecem num piscar de olhos!

E o que compõe esse pensamento empreendedor tão essencial nas organizações? Vejamos algumas características destes intraempreendedores. Intraempreendedores são dinâmicos, sempre testando ideias e conectando pessoas. São comprometidos com a inovação, o que significa que sempre buscam a melhoria contínua, mesmo quando resulte fazer mudanças radicais. São adaptáveis e resilientes, mantendo o otimismo e a vontade de trabalhar.

Quem não gostaria de trabalhar com pessoas assim não é mesmo? Você pode pensar que isso pode até ser verdade entre colegas de trabalho, mas na relação hierárquica a conversa seria outra. Realmente, ainda há muitas organizações em que a liderança não se sente confortável, e às vezes até mesmo intimidada com esse perfil intraempreendedor. Mas a boa notícia é que as empresas e suas lideranças estão constatando que sem esses funcionários, a sua sobrevivência está em risco.

Vamos embarcar neste mundo intraempreendedor? Tenho certeza que a jornada nos levará a destinos surpreendentes!

Se você se interessa pelo assunto e gostaria de se “equipar” com mais informações, conheça o nosso Programa Gear Up Women.

Inscrições: https://www.sympla.com.br/programa-gear-up—1-turma__224780

Quer receber a ementa do programa? Mande email para: contato@empreendedorismorosa.com.br

 

Um Comentário

  1. aroncunha@gmail.com'
    Aron Carlos da Cunha 9 de fevereiro de 2018 10:12 Responder

    Olá Karina,
    Creio que sempre fui empreendedor. Quando criança saia a rua com uma caixa de mad3ira para vender bananas in natura. As pessoas compravam! Talvez por se encantar e agrada uma criança. Na adolescência eu e um amigo montamos uma “empresa” que fazia sonorização em bailes dos clubes do bairro, neste período passamos a consertar resolver problemas de sonorização outros clubes e boates. Fomos estudantes da Escola Técnica Federal de Santa Catarina. Dois “pirralhos”, mas incrivelmente tinhamos clientes.
    Meu problema sempre foi O&M, fui estudar um pouco para melhorar essa área, ainda tenho muito a aprender. Tive dois empregos, na UFSC e na Embratel, nos dois fui sempre buscar algo mais a fazer. Tanto num quanto no outro aprendi a programa computadores, o que não fazia parte das minhas atribuições. Saí da Embratel em 1981 e desde então tenho empresa de produção de software. Creio que os dois empregos tiveram atitudes “intraempreendedoristas” de minha parte, o que ajudou muito na hora de empreende minha própria empresa. Quando preciso contratar alguém busco pessoas com esse perfil, pois me contestam, fazem repensar minhas ideias e me obrigam a estar sempre atualizado.
    Grande abraço e parabéns pelo seu trabalho..

    Aron Carlos da Cunha

    • Cidade: Curitiba

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