Inquietação empreendedora

Tenho a sorte de ter grandes e incríveis amigas empreendedoras que sempre me trazem novas ideias e inspirações. Na semana passada, almoçando com uma delas, não foi diferente. Quando a conheci em 2011, já com formação em gastronomia e administração, ela estava iniciando sua jornada empreendedora com a abertura de um restaurante em São Paulo. Apesar de ainda bem jovem, sempre demonstrou muita segurança e determinação em seus planos.

Fonte da imagem: Reprodução

Nos meses que se passaram, a vi trabalhar (e muito!) para a concretização de seu negócio. Reformas, registros, contratações, burocracia, imprevistos, aprendizados, até que, no início do ano passado, seu restaurante abriu as portas. Superando as já esperadas dificuldades iniciais, o negócio rapidamente estabilizou-se e o restaurante permanece lotado todos os dias, já com uma carteira fiel de clientes.

Durante nossa conversa, apesar de estar feliz e orgulhosa com o sucesso do empreendimento, ela levantou o ponto: e agora? Quando decidiu abrir um negócio, deparou-se com inúmeros desafios e uma lista interminável de tarefas a realizar, sugando todo seu tempo e energia por diversos meses. Por mais que tenha sido um período turbulento de muitos aprendizados, ela sempre teve um objetivo claro, que era seu maior motivador.

Com o negócio bem sucedido e os objetivos alcançados, volta aquela inquietação e a pergunta: o que fazer agora? Qual o próximo passo para a empresa? Deve manter? Vender? Ampliar? Investir? E sob a perspectiva pessoal, a vida de empreendedora é realmente o que ela esperava? Os sacrifícios valeram a pena? Quero seguir este caminho para minha vida?

Nem eu nem ela temos as respostas para essas questões no momento, mas isso me fez pensar sobre a questão dos sonhos. Uma coisa é ter um sonho, outra coisa é vivê-lo na pele. Isso vale para todos os aspectos da vida, é claro, não somente para carreira e empreendedorismo, mas pensando no perfil do empreendedor, que está em constante busca de desafios, a tendência é a de ser um eterno insatisfeito que sempre vai querer um pouco (ou muito) mais. Será que um dia alcançaremos a plena satisfação? Veremos…

Bruna Villas Boas Diehl é formada em Comunicação Social pela ESPM-SP, pós-graduada em Administração Estratégica pela FIA-USP e atua na área de marketing de uma multinacional. Em 2012, lançou o livro Elas Empreendedoras, com ampla pesquisa sobre empreendedorismo feminino e 20 casos de empresárias brasileiras.

0 Comentário

  1. lorenagurjaocoachingdeimagem@gmail.com'
    Lorena Gurjão 19 de fevereiro de 2013 12:17 Responder

    Acredito que nós empreendedoras temos essa inquietude nata,algo que nos move a sermos melhores que ontem,em busca de inovação e melhoria contínua.Temos essa função e papel na sociedade, lutamos pela a quebra dos atuais e nada sustentáveis paradigmas organizacionais, por novas formas de enxergar e vivenciar o trabalho e, por conta disso,trabalhamos por um mundo muito melhor.
    Acho tudo isso muito salutar e essencial nessa engrenagem chamada empreendedorismo.
    Acredito que nossa plenitude não está em chegar no destino final mais em aproveitar cada momento e atentar pra todas as conexões feitas durante a jornada!

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