Mulheres e o seu tempo

Qual é o seu tempo?  Sabemos que o tempo de cada pessoa é diferente e sua percepção muito pessoal. Antigamente, o momento da mulher para casar e procriar era claramente conhecido e, em geral, respeitado.  Mas esse período se ampliou e, atualmente, a mulher apresenta um envolvimento maior com o seu desenvolvimento pessoal e sua realização profissional. Com isso, o tempo para investir num casamento e na família se expandiu bastante.

Fonte da imagem: Empreendedorismo Rosa

Existe um momento ideal em que a mulher esteja pronta para concretizar a tão idealizada maternidade? Se utilizarmos um parâmetro biológico/clínico, poderíamos claramente demarcar este período ótimo, mas estamos falando do tempo psicológico, ou seja, aquele que a mulher julga ser bom ou julga estar pronta para a maternidade.

Muitas vezes, a mulher se engana acreditando que tem domínio sobre o corpo e sobre a vida. A importância que dá ao crescimento profissional e financeiro não pode estar desconectada da percepção dos seus desejos e necessidades como mulher e mãe. Do contrário, corre-se o risco de perder seu momento, e ao se dar conta de suas necessidades poderá ter pouco espaço para alcançá-las facilmente.

Embora a medicina possa oferecer esperança e segurança para a maternidade tardia, é bom lembrar que o corpo tem seu próprio ritmo e obedece a comandos nem sempre conscientes e racionais. Equilibrar suas necessidades, seus medos e seus desejos, neste caso, é a maneira mais sensata de viver todas as suas possibilidades como mulher, que é múltipla e tem muitas fases.

Mulher, não se perca no seu tempo. É bom que se lembre que há momento para tudo, para ter e para ser.

Vânia Vidal de Oliva é Psicóloga Clínica, Psicanalista com mais de 25 anos de experiência no atendimento de adolescentes, adultos e na orientação familiar. Atua hoje na Clinica Casa do Crescer na cidade de Curitiba. Coordenadora de colunista do Empreendedorismo Rosa.

0 Comentário

  1. evelysezica@gmail.com'
    Evelyse Zica 21 de janeiro de 2013 14:36 Responder

    Que artigo bacana!!! Estou vivenciando essa dúvida quanto à maternidade. Tenho 38 anos e até então, sempre arrumei várias justificativas por não ter engravidado. Sou casada há 5 anos e de relacionamento são 9 anos. Ora me apoiava na carreira profissional, ora achava que não tinha pique para criar filhos e assim vai… Sempre tive uma identidade muito forte com crianças mas, acho que faltou coragem de enfrentar a maternidade. Já até pensei em adoção mas, meu marido sempre diz que devemos tentar ter os nossos e se não der, ai sim, adotaremos. Sinto que o sentimento materno está aflorando, quem sabe acontece. Afinal, o tempo passa e não dá pra ignorar que o corpo muda junto. Valeu!!!!!

      • colunistasrosa@gmail.com'
        Vania Oliva 21 de janeiro de 2013 19:17 Responder

        Evelyse, obrigada pelo depoimento que exemplifica bem o tema desse artigo. Seja por questões profissionais ou pessoais, o fato é que muitas vezes nos boicotamos pelo medo de enfrentar essa questão. Sugiro que olhe com carinho para você e para seu desejo. Seu marido pode ajudar nessa reflexão, pois esta é uma decisão a dois. Foque nisso, pois o tempo passa e nosso corpo não espera!
        Abraços,
        Vania Oliva

      • kecj.coelho@gmail.com'
        Kathia Coelho 21 de janeiro de 2013 21:30 Responder

        Vania, mais uma vez… Parabéns!
        Com uma linguagem simples e objetiva… Vc consegue dar o seu recado, mesmo sendo um assunto muito muito abrangente e com foco direcionado para cada ser “mulher” cujas diferenças de prioridades, ansiedades e desejos se entrelaçam e tornam imprevisíveis o resultado destes momentos… Contudo…é um texto que nos faz pensar. Mais uma vez, Parabéns e… Saudades de vc.

          • colunistasrosa@gmail.com'
            Vania Oliva 22 de janeiro de 2013 08:48 Responder

            Obrigada Káthia, seu feedback é valioso e contribui muito! Sempre uma grande motivação para produzir mais conteúdo que atenda as mulheres.
            Bjs, Vania Oliva

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