Protagonistas ROSAS

Por Eugene Liang

Escrevo este texto a convite da Lênia, criadora deste Blog. Conheci a Lênia por meio da minha prima, Lucy Li, que cresceu comigo em São Paulo, mas hoje mora em Curitiba. O contato entre eu e Lênia aconteceu por conta de um documentário que duas amigas francesas, Brune Tessier Huort e Maud Vergé, estavam produzindo no Brasil. O tema: “Empreendedorismo feminino no Brasil”.

Tal qual o parágrafo acima, minhas lembranças pessoais, acadêmicas e profissionais mais marcantes e preciosas também foram protagonizadas por mulheres: minha mãe, minhas irmãs, minha Golden Retriever, a querida “Tia” Silvia (minha professora da 1a série e responsável pela louvável façanha de conseguir me alfabetizar), minha primeira namorada, minha última namorada, minha primeira chefe, minha psicóloga, minha orientadora do mestrado. A lista é longa.

 

Fonte da imagem: Agência Bolacha

O mais peculiar nisso tudo é que, quanto mais longa essa lista se torna, mais privilegiado eu me sinto.

Digo isso porque, sendo filho de imigrantes Taiwaneses, fui criado em uma cultura que, historicamente, tende a supervalorizar o papel da figura masculina em todas as instâncias da sociedade, fato que até hoje gera uma inevitável e injusta sombra sobre a figura feminina. Teria sido excessivamente fácil, para mim, ser mais um em bilhões de homens orientais que – conscientemente ou não – questionam o talento e o potencial das mulheres, e que não hesitam em lançar um olhar cético sobre o conceito de “empreendedorismo feminino”.

No entanto, graças a todas essas protagonistas “rosas” que fizeram parte da minha história, pude entender porque palavras como resiliência, força, objetividade e coragem – tão comumente associadas aos homens – pertencem, sim, ao gênero feminino. Inclusive, gramaticalmente falando.

De certa forma, considero todas essas personagens citadas aqui verdadeiras empreendedoras. Afinal de contas, o que é o empreendedorismo feminino senão a ideia de “mulheres que fazem e acontecem, independentemente das circunstâncias”? Nesse sentido, fico extremamente feliz e orgulhoso de poder participar de um Blog exclusivamente dedicado a promover, reforçar e perpetuar esta ideia.

 

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