Uma conta que não fechava exata…

Por Bárbara Stock

Passou a ser estranho trabalhar, ganhar dinheiro, pagar contas, cuidar do filho. Eu sentia uma necessidade de fazer algo em prol de um bem maior, precisava me sentir útil em alguma causa maior, que beneficiasse pessoas menos providas. Em umas das noites que coloco a cabeça no travesseiro e ao invés de dormir, me borbulham uma infinidade de ideias e projetos, surgiu o Empreenda In Empresa, fruto do Stock Saveur Buffet.

Deparei-me com algumas matérias que tratavam disso (acredito em lei da atração) e chamavam atenção para um novo cenário entre jovens que cada vez mais buscam no mercado de trabalho algo além de apenas dinheiro, eles procuram por algo em que acreditam, com valor agregado, não buscam mais fazer fortunas, mas sentido para o que fazem.

                                                                                                  Fonte: Arte@eco4u

O Empreenda In Empresa é um projeto que visa abandonar o desperdício e aproveitar as sobras de matérias-primas, assim como estimular o lado empreendedor do funcionário envolvido. Funciona assim no meu Buffet: Ao final de cada evento, o óleo de cozinha não tem mais utilidade. Então, no fim da atividade, chamamos a equipe do dia e mostramos o que não tem aproveitamento e damos início a um grande brainstorming. Aproveitamos as ideias válidas e descartamos as sem condições de execução. O que for vendável fica como um extra para o “dono da ideia”, o que for comestível, mas sem valor de mercado, é doado para moradores de rua, por exemplo. A ideia é expandir o projeto para outras áreas, com consultorias, e assim irmos amenizando desperdícios que muitas empresas, fábricas e outros locais têm e não dão muita atenção. O objetivo é gerar novas ideias, descobrir perfis empreendedores e é claro, ajudar pessoas.

Em um trecho de entrevista de Roberto Shinyashiki para revista Isto É ele diz: “Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom. Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem”.

Tenho percebido que também estamos cansando do parecer e procurando voltarmos um pouco para o Ser… Como mulher, mãe e empreendedora, acredito que pensar num bem-estar coletivo nos deixa mais leve e com a sensação de que não estamos aqui em vão. E que criando empresas cada vez mais sustentáveis, estamos deixando um bom legado para nossos filhos e netos.

 

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