Empoderamento Feminino

A Revolução da Longevidade: O Chamado Urgente para o Combate ao Etarismo nas Empresas

Esta semana, tive a alegria e o privilégio de conversar com Morris Litvak, fundador e CEO da Maturi, uma das maiores referências no Brasil quando o assunto é longevidade com propósito. Nosso encontro foi mais que uma troca de ideias foi uma convocação. Um convite a repensar o presente para garantir um futuro mais justo, inclusivo e longevo para todos.

A Revolução da Longevidade já começou. E você, sua empresa, sua liderança, estão preparados?

Estamos vivendo mais. Segundo dados do IBGE, a expectativa de vida no Brasil já ultrapassa os 75 anos, e até 2050, mais de 30% da população brasileira terá mais de 60 anos. A pergunta que não quer calar é: onde estão essas pessoas no mercado de trabalho?

Mais do que invisíveis, muitas delas enfrentam um obstáculo estrutural e silencioso: o etarismo.

Etarismo: a discriminação que tem idade e gênero

O etarismo é o preconceito com base na idade e, embora afete a todos, as mulheres são as mais impactadas e em idade cada vez mais precoce. Mulheres com 40, 45 anos já começam a ouvir que estão “ultrapassadas”, mesmo com vasta experiência e disposição. É como se o tempo, que deveria ser um ativo, se tornasse uma sentença.

E mais: o etarismo se cruza com o machismo, com o racismo, com a gordofobia. Mulheres negras, gordas e maduras estão entre as mais excluídas das oportunidades profissionais.

A responsabilidade das empresas

Não se trata apenas de uma pauta social. Trata-se de estratégia e futuro.

Ao incluir a longevidade nos programas de diversidade, treinamentos e desenvolvimento, as empresas constroem não apenas ambientes mais justos, mas também mais inteligentes. Estamos falando de:

  • Redução de turnover
  • Aumento da produtividade
  • Maior diversidade de pensamento e inovação
  • Valorização da sabedoria e experiência

Longevidade não é tendência. É realidade. E quem não prepara sua cultura hoje, será surpreendido amanhã.

Longevidade é também pauta jovem

Sim, falamos de pessoas 50+, 60+, mas não se engane: essa pauta também é dos jovens. Afinal, quem está no início da carreira hoje, será o profissional sênior de amanhã. Trabalhar o respeito à longevidade agora é garantir que eles, no futuro, não precisem lutar pelas mesmas oportunidades que hoje negamos a tantos.

Uma nova cultura corporativa é possível

Saí do encontro com Morris ainda mais convicta: precisamos de continuidade, não ações pontuais. Precisamos de treinamentos que formem líderes preparados para todas as idades. De políticas de RH que acolham a diversidade geracional com seriedade. De uma cultura que enxergue o valor da experiência como se enxerga o da inovação.

A revolução da longevidade começou. E começa dentro das empresas também. Que possamos abraçá-la com coragem, consciência e ação.

Quer incluir essa pauta de forma estratégica na sua organização? Vamos conversar?

Lênia Luz

Fundadora da Illuminas

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