O movimento da vida e o movimento do arco

Por Daniele Cristina Fernandes Vecchi

O tiro com arco, arco e flecha ou arqueria é a prática de utilizar um arco para atingir um determinado alvo ou objetivo. Os indícios dessa prática pelo ser humano remontam à pré-história.

Quando pensamos nas grandes invenções da humanidade, o arco e flecha ocupa posição de destaque. Podemos dizer que o arco sempre cumpriu um papel temporal em diferentes momentos, com diferentes objetivos e em praticamente todas as partes do globo.

E hoje, qual seria o papel do arco e flecha na vida do homem e da mulher moderna?

Com o descobrimento da pólvora e de armas mais eficazes, o arco e flecha passou a ser considerado um equipamento esportivo e/ou um objeto terapêutico promotor de qualidade de vida. No Brasil e no mundo multiplicam-se os centros que oferecem contato com a prática com os mais variados objetivos.

Há várias razões para a notoriedade que a prática vem tomando; além de todo o potencial esportivo, de lazer e entretenimento, muitas pessoas descobriram no arco uma ferramenta para o encontro consigo mesmas.

Em tempos de excesso de informações e de muito barulho, olhar para si e silenciar o burburinho interno é cada vez mais difícil, e necessário. Nesse contexto, a prática possibilita uma série de combinações de habilidades que podem resultar em mais equilíbrio emocional  e físico.

A primeira habilidade que se requer do arqueiro (a), é a postura ereta, depois vem a respiração, a atenção e o estado de presença. Já no primeiro contato, algo ancestral parece despertar; a cada flecha a necessidade de harmonização da mente e do corpo se tornam mais evidentes. A prática é um convite à calma; sem restrição de idade ou condição física.

Na arqueria, tudo depende do que você busca.  Algumas pessoas buscam superação, outras, diversão ou exercitar a paciência. A prática de atirar com arco pode ter benefícios até mesmo terapêuticos; atuando como terapia complementar para pessoas que sofrem com insônia, por exemplo. A prática do arco e flecha funciona quase como uma terapia meditativa com resultados significativos em relação ao controle das emoções.

Fonte da Imagem: Vedana - Arte e Flecha

Fonte da Imagem: Vedana – Arte e Flecha

Um dos pontos fortes da arqueria para ajudar a diminuir a ansiedade é a repetição dos movimentos. De maneira simplificada, a técnica consiste em proporcionar ao praticante a atenção plena de sua postura, da divisão do peso do corpo nas duas pernas, da respiração profunda .  Mais tarde, refinando os movimentos como empunhar o arco, esticar a corda, focar e deixar a flecha ir, sem apego. Em cada movimento consciente, um contato com o corpo e com o ego; até que se torne inevitável focar na transmissão de energia que a flecha representa.

A repetição, a correção da postura, o tempo e a disciplina funcionam como uma viagem para dentro dos seus pontos a serem melhorados.

Quando o arqueiro (a) se permite, deixa fluir pensamentos e emoções enquanto segura o arco e atira a flecha, pode entrar em contato com a sua unidade, com a sua mente em plenitude e experimentar o desapego em cada flecha que toca o alvo.

Já são muitos os estudos que comprovam que a prática da respiração conciliada a movimentos corporais equilibram as emoções, desenvolvem o autoconhecimento, a autoconfiança, permitem melhor controle dos pensamentos e diminuição do diálogo interno exagerado. Além da reformulação da noção de controle, a prática acrescenta a capacidade de tolerância e de desapego. Para o corpo, o tiro com arco fortalece e tonifica os músculos, equilibra a energia física, melhora a coordenação motora e ajuda a melhorar a postura.

Podemos dizer que a arqueria pode possibilitar o que hoje está sendo chamado de Mindfulness, se esta for a intenção de quem pratica, pois representa um convite à observação, a direcionar a atenção para a respiração, para as sensações, para a atenção plena ao corpo e a mente.

É uma forma eficaz de ganho de qualidade de vida. É exercitar o controle sobre nossas reações e escolhas, uma maneira de viver os desafios da vida baseada na aceitação de nossas experiências e não da reação da experiência em si.

Ao que tudo indica, a receita para uma vida mais saudável está na disciplina aliada à perseverança, uma volta a si mesmo no aqui e no agora. É com esse propósito que a Vedana – Arte e Flecha promove suas aulas e eventos. Percebemos cada vez mais que as pessoas podem iniciar esse movimento para dentro de si se utilizando de momentos em que elas param para desfrutar de sua própria companhia. Cada uma no seu tempo, respeitando o seu corpo e de acordo com suas expectativas.

Em nossas aulas e Workshops os participantes são sujeitos de sua aprendizagem acerca da prática. Cada um percebe as suas dificuldades e facilidades, observando as sensações que surgem a cada flecha.

Acreditamos no poder ancestral do arco, na força da ressignificação de cada flecha lançada no universo. É assim na vida e é assim na arqueria.

Quer conhecer mais o nosso trabalho, clique AQUI 

*Fontes: Wikipédia, página da Federação Brasileira de Tiro com Arco, Tiro com Arco – Portal Brasil, Página do Mindfulness Curitiba.

Daniele é sócia fundadora da Vedana-Arte e Flecha (juntamente com a arte-educadora Fernanda Viganó Friedemann), instrutora de tiro com arco, pedagoga, mãe de dois filhos e apaixonada pela língua alemã. No momento faz pós graduação em Programação Neurolinguística, trabalha como professora de crianças, ministra Workshops para grupos e empresas. Encontrou na arqueria uma forma de plantar os pés no chão e gostaria que cada vez mais pessoas pudessem passar por esta experiência. Daniele apaixonou-se  pelo arco e flecha na Alemanha e desde de 2015 trouxe a prática na modalidade intuitiva para o Brasil.

 

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Qual é o alvo do seu empreender na vida e na carreira?

Por Carla Costa

Aproveitando a inserção no Empreendedorismo Rosa da empresa Vedana  dirigida por mulheres  voltada à prática do Arco e Flecha a figura provocativa do alvo ficou tatuada no meu pensamento desde o início da manhã, e veio a pergunta: ”Qual é o seu alvo Carla?”

Pergunta complicada afinal vivo imersa em mil assuntos e interesses e dispersar não é nada raro afinal entre me preocupar com uma proposta de urbanismo que participo em Salvador ao propor proporcionar áreas de lazer em zonas degradadas socialmente e ambientalmente (assuntos correlatos, um sempre resulta  no outro), a extinção de uma rádio local de alto potencial cultural, a revitalização do Rio que corta Curitiba, a melhor iluminação para um restaurante familiar, a mudança da filha única, a parceria com o marido em alguns trabalhos, a parceria com novas equipes , caramba, qual é o meu alvo? Ou teria eu diversos alvos, dando força à  tão criticada frase popular, estaria eu “dando tiro para todos os lados, ou neste caso, gastando flechas em alvos que estarão me distraindo?”

Neste exato momento, sexta-feira 23 de março a 4 meses de completar 5.4 cabe a análise: “Minha mira está voltada para onde neste momento?”

Sei que não me contento em viver subordinada a um único assunto, não conseguiria ser o padrão de chegar às 8h e sair às 18h, sentar-me na mesma cadeira, falar dos mesmos assuntos. Fiz isto por um tempo e me deu um curto-circuito( rsrsrsrs)  ainda bem! Porém percebo que o gasto de energia ao ficar girando para todos os lados enfraquece minha energia, como escolher então? Como qualificar assuntos  ou alvos que sigam a um alvo maior?

Cabe a figura do guerreiro andando na planície, paramentado e com olhar afiado, silêncio, momento de introspecção, meditação e o ato permite,  preparado a disparar sua flecha que abrirá caminho no vácuo  riscando o ar, as ideias, o todo, e zaaaaaaaaaaaazzzz… chega lá no ponto esperado. Quanto treino para acertar o tão desejado alvo, confere?  Este arqueiro passou por diversos alvos, diversas distâncias até chegar no tão desejado. Seria o sucesso, a fama, o aplauso? Jamais! Certamente estará solitário e somente ele saberá da caminhada até o  alvo eleito.

Fonte da Imagem: Empreendedorismo Rosa

Fonte da Imagem: Empreendedorismo Rosa

Compreendo sim, não existe um único alvo, porém existem aqueles que vou acertando e fortalecendo a mira, sempre mais perto do objetivo. O incrível é que ele está sempre uma etapa a mais, uma caminhada a mais, uma parceria a mais. Cada um de nós tem o seu Master Alvo, composto de vários processos ou alvos  intermediários. No meu íntimo sei qual é o meu, mas sei que sem o fortalecimento contínuo e muita meditação eu não chego lá.

E a qual conclusão chegamos eu e meu arqueiro íntimo?

Criar um plano de estratégia com auto-conhecimento é fundamental, ser genuíno no meu querer e não embarcar em vibes aparentemente lucrativas, afinal lucro não é alvo, é resultado positivo de muita perseverança e trabalho. Assusto-me quando escuto jovens na casa dos 20 falando em ser concursado para ter estabilidade e aposentadoria! Começam pensando no fim???

Conclusão: Por enquanto, não existe uma uníssona resposta para mim que aqui eu vá revelar, estou no treino ainda, talvez tenha começado tarde, talvez cada etapa de vida tenha seu alvo maior, certamente não sou referência de empreendedora bem-sucedida, leia-se definição Google do que é ser bem-sucedido …:  Endinheirado; que se tornou rico; que possui uma situação financeira próspera; de vida financeiramente estável: ator bem-sucedido.

Porém, meu sucesso hoje é que tenho vontade de fazer acontecer, saúde , disposição e qualificação e continuo me aprimorando e focando o olhar na mira e quando vem aquele sopro divino inspirador no meu inconsciente eu posiciono o querer e zaaaaaaaaaaaaaazzzzzzzzzz!

E agora, para as mulheres que têm a sede de vislumbrar um alvo a atingir, vivenciarem a convivência de diversas experiências, empreenderem em seus destinos, dividirem dores e amores de suas caminhadas, venham para o Empreendedorismo Rosa e vocês entenderão o que estou falando.

A vida vai além de números, ela se faz de alianças e de uma rede que se faz presente no nosso dia a dia.

Feliz abril!

Fica minha dica para você saber mais sobre Empreendedorismo e Arco e Flecha:

 

 

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Diga sim

Por Tati Verri

Dizer sim para o desafio, para a confiança, para os sonhos, para os riscos, para o mundo… o coisa difícil. O medo nos paralisa, é aquela guerra interior onde seu coração diz “vai nessa” e seu cérebro diz “você está louca”, sua família e amigos reforçando o lado inseguro, enfim, tudo joga contra quando você quer arriscar, quando quer sonhar, quando quer viver do seu jeito.

Antes mesmo de iniciarmos um projeto, uma viagem, um trabalho, ou seja lá o que, já colocamos travas em nós mesmas, já nos julgamos e julgamos o que está ao nosso redor. Desde as coisas simples até as mais complexas, nosso instinto é dizer não. Dizemos muito mais não do que sim para qualquer coisa, isso é mais do que cultural, é da nossa natureza, é nossa autodefesa, a primeira resposta sempre será não, “não faça isso”, “não confie nos outros”, “isso não vai dar certo”. O desafio é se perguntar “porque? ”. Por que não posso arriscar? Por que não posso confiar nas pessoas? Por que tenho que negar os meus desejos?

Fonte de Imagem: Google

Fonte de Imagem: Google

 

Aceite aquela ajuda que te ofereceram, que mal vai te fazer? Vá sim passar o final de semana sozinha na praia, se isso te faz bem, vá! Apenas comece a dizer sim para o que você acredita ser melhor para você. As coisas podem não sair como você planejou, mas mesmo assim você ganhou algo, você aprendeu algo novo. Quando cheguei em Curitiba surgiu a oportunidade de mudar de área, sair do mercado de comunicação, eu topei, disse meu primeiro sim para algo que jamais pensei, me aventurei e não foi como eu esperava, mas eu aprendi muito e isso me deu novos horizontes. No final do ano eu recebi a proposta de escrever para o blog, minha primeira reposta interna foi “melhor não, não sei fazer isso, eu não tenho sobre o que escrever”. Mas, respirei fundo e mais uma vez disse sim para algo novo. Semanas depois uma nova oportunidade, topa falar sobre planejamento, novamente aquele frio na barriga e sim, vamos tentar. Posso me descobrir em cada novo desafio ou não, mas o fato é que eu estou tentando, estou aprendendo a cada dia e isso já me basta.

Comece com pequenos grandes desafios, vire a chave, coloque o sim na sua vida, esqueça esse negócio de não sei fazer, não posso fazer, não posso mudar. Se livre de preconceitos, de estereótipos, de medos que só te bloqueiam. Não se mantenha fechada para as oportunidades, para as mãos estendidas, para você mesma. Dizer sim faz você aprender a viver, a conviver e a se aceitar como você é.

Não estou dizendo aqui que você tem que sair dizendo sim para tudo e se jogar no mundo, estou dizendo para você parar e se sentir, sinta suas emoções, sua alma, nosso sexto sentido dificilmente nos enganam. Olhe para dentro de você e escute o que seu coração tem para te falar, deixe de lado o pessimismo e o julgamento, se lá no fundo você acredita que é a coisa certa, diga sim a isso, você vai ver que você pode fazer muito mais do que imaginava.

Diga sim a você, a sua vida. O sim tem poder de te abrir portas, vai te mostrar um mundo infinitamente maior, vai te fazer crescer e evoluir. É como diz aquela música: “eu vi a vida se abrir para mim, quando eu disse sim”.

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Empreendendo fora do Brasil: Uma empresária fiel a sua trajetória de vida

Por Rosani Erhart Schlabitz

Nossa correspondente na Alemanha, nos inspira com mais uma história empreendedora, de uma brasileira que faz acontecer por lá.  

A  brasileira Alexa Oliveira vive na Alemanha desde 1999. Em 2014, na fase em que o Brasil estava sendo o anfitrião da Copa do Mundo de Futebol, decidiu abrir uma loja de roupas e acessórios femininos  chamada -Alexa Jeans- em Berlim. Apostou muito na visibilidade positiva que o Brasil estava tendo nesta época e mostrou ao público latino-americano desta cidade os produtos de moda brasileiros.

A empresária  sempre gostou do mundo da moda, pois cresceu vendo o pai que era alfaiate desenhar e fabricar grandes modelos de roupas clássicas e sociais.  “Ele foi uma inspiração para mim, sinto que a moda  está no meu sangue e sempre disse que um dia teria minha loja. Hoje meu sonho está  realizado”, relata Alexa.

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Na Alemanha é comum escutar que a maioria dos estrangeiros  que vem ao exterior acabam reinventado-se  profissionalmente. É difícil iniciar uma nova vida em outro pais como se este  fosse a extensão de sua vida do pais de origem. Existem muitos casos onde os profissionais de empresas vem transferidos, mas isso não acontece com quem é empreendedor. Para Alexa “ o  empreendedor tem que começar do zero mesmo,  aprender o idioma, a cultura e inserir-se na sociedade aos poucos. Fazemos parte de um grupo de pessoas que precisa procurar formas de sobreviver e através desta procura encontra nichos no mercado para aplicar seus talentos e fazer valer seus sonhos.” conta a empreendedora.

Sendo assim, Alexa fez um planejamento, colocou metas, focou nos seu valores e no que aprendeu  em casa com o exemplo de seu pai.  Trabalhou muito, com perseverança  e persistência. Tudo que deu errado foi considerado como aprendizado. Assumiu para si mesma que gostava mais de trabalhar com o público feminino e investiu na conquista deste público. Hoje ela recebe em sua loja brasileiras, cubanas, peruanas, russas, italianas e alemãs. São clientes que tem um perfil bem definido, querem e gostam de  produtos que valorizem o corpo. Uma das marcas mais vendidas são as calças Jeans da Pit Bull Jeans, Carpam Jeans, Raça Eleita Jeans. Além disso, os biquínis Focato moda praia, também tem muita procura. Sem esquecer o Boticário e Ana Hickmann.  Um pacote brasileiro completo,  só que dentro da Alemanha.

O sucesso da loja chegou em 2016 e com ele a ideia de unir um mercadinho de produtos alimentícios brasileiros, sugerido pelas próprias clientes.  O mercadinho atrai um público novo ao local. A mercadoria é 100% brasileira e conta com 300 produtos diferentes como: carne seca, tapioca, açaí , entre outros.  Mas o que tem mais saída são os salgadinhos feitos pela própria empresária juntamente com sua prima e gerente da loja, Rose Guimarães.

O grande diferencial de Alexa é que unido aos produtos brasileiros que oferece no exterior está o  tratamento especial que dá as  suas clientes. Ela fala que:  “Minha loja é uma sala de confidências. Muitas vezes é  uma reunião de auto-ajuda, onde as pessoas desabafam suas dificuldades. A vida no exterior ás vezes é bem difícil. Temos que apoiar uns aos outros. Por isso sempre recebo a todos com um sorriso – é minha arma mais poderosa e agora também ofereço os meus salgadinhos que deixam a todos mais felizes. Procuro incentivar  as mulheres a serem mais positivas, a terem fé e acreditar que Deus cuidará de tudo. Isso reforça a fé delas e a minha”, encerra a empresária Intercultural.

As palavras que definem Alexa Oliveira  são:

  • Gratidão ao meu marido.
  • Gratidão por ter tido perseverança.
  • Gratidão por ter sido dedicada.
  • Gratidão por terem confiado em mim.

 

 

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Mulheres e a administração do tempo

Por Tereza Karam

É lenda? Ou nós mulheres conseguimos mesmo fazer várias coisas ao mesmo tempo.

Tá na boca do povo! Somos polivalentes, exercemos vários papéis e conseguimos “assobiar e chupar cana”. É para nos envaidecer, certo? Não tenho tanta certeza assim!

Minha caminhada como mulher, psicóloga e coach tem me mostrado que apesar de fazermos várias coisas ao mesmo tempo, a exaustão chega para nós tanto quanto para os homens. Os dados estatísticos da medicina, tem mostrado o surgimento de doenças antes eminentemente masculinas, transitando no universo feminino.

Será que fazemos muitas coisas ao mesmo tempo e somos chamadas de multitask ou multitarefas por teimosia? Porque queremos provar algo para alguém? Porque precisamos provar coisas para nós mesmas?

Na verdade, existe uma explicação científica para este comportamento que tem incomodado tanto os homens quando se comparam à nós.

Fonte da Imagem Pinterest

Fonte da Imagem Pinterest

Somos monotask como eles, e ficamos exaustas como eles, quando fazemos várias coisas ao mesmo tempo, mas nosso funcionamento cerebral é diferente na espessura do corpo caloso.

Vamos às explicações!

  • O corpo caloso faz a ligação entre os dois hemisférios cerebrais.
  • Na mulher ele é mais espesso, pois para de diminuir com a chegada da menstruação.
  • Por ser mais espesso, estabelece a comunicação mais rápida entre os dois hemisférios.
  • Um dos hemisférios é o responsável pelas funções psicológicas superiores: raciocínio lógico matemático, memória…
  • O outro é o hemisfério mais criativo.

Por conta desta morfologia, quando aparece algum problema ou quando somos estimuladas com muitas informações, acessamos os dois lados do cérebro – o mais racional e o mais criativo –  e achamos soluções mais rapidamente. Daí parecermos multitarefas, mas não somos. Precisamos tanto quanto os homens de FOCO.

Isto mesmo! Se você quer ser produtiva durante seu dia e chegar à noite feliz, precisa manter o FOCO. A melhor estratégia, é o planejamento das atividades utilizando seu fluxo de energia.

Período de maior disposição? Desligue-se do mundo e mantenha o foco naquilo que está fazendo sem interrupções.

Hora de relaxar? Desligue-se do mundo e curta seu momento!

Está interagindo socialmente? Conecte-se às pessoas!

Mas… apareceu uma urgência? Libere-se para acelerar as conexões sinápticas entre os dois hemisférios e mostre ao mundo a sua polivalência.

 

EM TEMPO:Quer fazer parte do workshop Tríade: Personalidade, Espaço e Tempo, então a hora é agora, inscreva-se aqui e garanta sua vaga: https://www.sympla.com.br/workshop-a-triade-personalidade-espaco-e-tempo__125409

 

 

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Empreendedora das Letras: Annita Phillipowski

Por Paulo Roberto Karam

Mais uma poetisa nos é apresentada pelo nosso colunista Paulo Roberto Karam, hoje é a vez de Annita Phillipowski

O segundo período das nossas letras femininas, iniciando em 1910 engloba as mulheres engajadas nas lutas pela liberação feminina e melhoria de seu status social e econômico. Essas pioneiras, tendo como modelo as feministas europeias, labutaram principalmente na Imprensa, com poesias, contos e outros textos importantes.

Os nomes imortais de Mariana Coelho, Zaida Zardo, Annete Macedo, Julia Wanderlei e Anita Phillipowski se sobressaem no cenário paranaense como militantes, “animadoras da cultura”, modificadoras da legislação e costumes vigentes.

Annita Phillipowski nasceu em Ponta Grossa em 2 de agosto de 1886. Filha de Carlos Leopoldo Phillipowski e de Maria do Nascimento Branco Philipowski, esta natural de Sorocaba – SP e casados em Ponta Grossa na matriz de Santa Ana em 5 de fevereiro de 1880. A educação dos filhos foi na fazenda, se efetivando com professores particulares contratados, geralmente estrangeiros, que passavam a residir na fazenda.

O currículo dava ênfase às artes (música e pintura), ao ensino das línguas (Alemão e Frances) assim como leituras de literatos da época, José de Alencar, Machado de Assis, Rimbaud e Baudelaire, Victor Hugo que foram as influências fundamentas da poesia e prosa de Anita.

Poetisa, prosadora, contista, novelista, fez parte do grupo das primeiras animadoras das letras femininas no Paraná. Destruiu quase todas as suas produções literárias, entre as quais existiam várias novelas inéditas. Os poucos poemas que conseguimos dão ideia da força e da beleza dos seus versos. Colaborou em jornais e revistas, principalmente no período de 1910 – 1940: A Bomba, Diário da Tarde, Fanal, Revista do Povo, Ilustração Paranaense, Prata da Casa Curitiba, Folha Rósea (Ponta Grossa), Correio de Botucatu, Diário de Sorocaba – SP e outros. Faleceu em Ponta Grossa em 30 de março de 1967.

 

rosa

 

O Soldado que Não Voltou

 

Era um muro todo fechado

e aqui e ali esborcinado

de tão antigo que mostrava ser.

E no lanço dessa vedação

estendia seus galhos e suas flores

uma rósea rosa trepadeira.

 

Daquela avoenga mansão

tão espaçosa quanto hospitaleira

era uma das coisas mais bonitas

esse muro vestido de roseira.

 

E nessa vetusta habitação

Centenária. Cheia de poesia.

Era ali que com meus pais residia.

Um soldado ora na guerra,

oficial era. Posto de Tenente

e tinha por nome Aristeu

 

E mais, nesse dia alguém ouviu.

Estava cheia de flor…Nesse dia

veio uma nova para o solar.

 

Há notícias que vem envoltas em crepe.

Tem a gente, ao receber, essa impressão.

 

Rachou-se a frente do casarão.

Dó.

E mais, nesse dia alguém ouviu

a mãe do Expedicionário soluçar:

– Deus!…Meu Deus!… Era só ele!

Perdão, Senhor!

Eu tinha um filho só!

 

E agora…

No seu consolo o galgo malhado

que tinha sido o enlevo do soldado

uiva baixinho em tom magoado.

Volvendo o seu dorido olhar,

para cima, para a região azul,

onde os que morrem pela Pátria vão morar,

a saudade ali está. Chora, parece

nos olhos do fiel animal.

 

E é como coisa

que chorasse a reclamar humildemente

– Aristeu!

Onde está você, Aristeu?

E mais, agora

de tanta flor aberta que tem,

a roseira, todinha cor de rosa,

sorri um sorriso dessa cor

e, não podendo enviar suas flores

para o cemitério de Pistoia,

manda um róseo sorriso para o Céu.” Anita Phillipowski – Um Século de Poesia

                                                                            Centro Feminino Paraense de Cultura 1959 (1953)

 

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