Empreendendo com artesanato

Ana Carmen Nogueira

Definir o que é arte e o que é artesanato é uma tarefa árdua. Filósofos, teóricos e artistas discutem essa questão há muito tempo. Arte é linguagem. É por meio da arte que todos nós, seres humanos, temos a possibilidade de repensar nossas certezas e reinventar nosso dia a dia. É por meio do diálogo entre a obra e o observador que se criam conexões com os diferentes saberes culturais. Essa troca simbólica faz com que passemos a compreender a dimensão estética e artística presente no cotidiano e nos leva à reflexão crítica do mundo que vivemos e atuamos.

O artesanato é a reprodução, em série, de um objeto desenvolvido por uma artesã/ão e/ou um grupo de artesões que o elabora e comercializa. Tradicionalmente trata-se de uma produção familiar desenvolvido na própria casa do artesão. O artesanato é a transformação de uma matéria prima, na grande maioria das vezes retirada da própria região em que vive o artesão.  Surgiu da necessidade do ser humano produzir bens de utilidade que facilitassem sua vida e nestes objetos sempre encontramos elementos que traduzem a cultura da sociedade em que está inserido.

Fonte da Imagem: Estudio Trevisart

Fonte da Imagem: Estudio Trevisart

Os caminhos da arte e do artesanato estão muito próximos, embora distintos. Artistas e artesões devem conhecer bem as matérias e as ferramentas de seus trabalhos. Enquanto na arte existe a busca de novas formas, estilos e expressões, o artesanato é repetitivo e conservador, além de ter um potencial de fornecer renda fomenta a riqueza cultural nas diversas e distintas regiões de nosso país.

Para gerar renda os produtos devem chegar ao mercado consumidor com uma garantia de qualidade e preço que promova a sustentabilidade do seu produtor. É interessante lembrar importantes parcerias que podem dar certo no desenvolvimento de produtos artesanais de qualidade. O design Renato Imbroisi trabalha com comunidades de artesões têxteis a partir do reconhecimento das habilidades específicas, aprendizagem compartilhada e a junção das técnicas tradicionais com o design. Vera Ferretti e eu, somos coordenadoras de um grupo de mulheres caiçaras “Saíras do Bonete”, na praia Grande do Bonete, em Ubatuba-SP. Nesta comunidade onde o artesanato tradicional foi esquecido, trabalhamos com resgate cultural por meio de atividades artísticas. Assim, ao compartilhamos saberes, o grupo foi se descobrindo, desvelando sua história e seus talentos.

O artesanato é uma expressão da cultura de uma sociedade, e como toda sociedade é viva e dinâmica, precisa evoluir, inventar, procurar novos caminhos carregando consigo a tradição e saberes de seus fundadores.

E você empreendedora, o seu negócio busca unir aspectos distintos como estes?   Busca novas formas e expressões como na arte, mas também garantir aquilo que já está consagrado e reconhecido no seu produto, como no artesanato? Sem dúvida é um desafio, mas certamente é uma forma de evoluir sem perder suas raízes, podendo agregar outros saberes ao seu produto, não é mesmo?

Em tempo: Entre os dias 10 à 18 de dezembro, das 12h às 20h, vai rolar o Bazar de Natal das podeROSAS no espaço Adelina Hess.
Uma ação conjunta do Empreendedorismo Rosa Le Mundi Livroteca & Café Terapêutico e Casa Máy – Aromaterapia e Vida Natural.

Você poderá comprar de quem faz arte e artesanato com inspiração e leveza. Muitos produtos de qualidade e preço justo para presentear neste NATAL.

Saia da muvuca do shopping center e venha aproveitar o clima natalino e de boa energia que teremos aqui com muito café, aromas, bons livros e boa pROSA.

Ficamos na 7 de abril, 1181 – Juvevê – Curitiba – Paraná

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Você se imaginava assim: Uma mulher empreendedora?

Por Alice Minelli

Fui desafiada a escrever e huuuummm, por onde começar já que tenho tanto para contar, trocar, aprender, perguntar e conhecer? É isso! vou começar por elas, pelas palavras que permeiam minha vida as quais me trouxeram até aqui, confesso que em uma condição que nunca havia imaginado para mim: Eu Empreendedora.

Isso mesmo, posso dizer que agora me considero uma mulher empreendedora!

Quero aqui citar uma passagem de uma personagem, que por sinal tem o meu nome, Alice. Vocês devem conhecer a Alice, do País das Maravilhas e sua caminhada pelo País. Certa vez ela perguntou ao Gato:

”O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?…

”Isso depende muito de para onde vocêr quer ir”, respondeu o Gato.

“Não me importo muito para onde”, retrucou Alice.

“Então não importa o caminho que você escolha”, disse o Gato.

“Contanto que dê em algum lugar” , Alice completou.

“Oh, você pode ter certeza que vai chegar se caminhar bastante”, disse o Gato.

Alice

Fonte da imagem: Estúdio Trevisart

 

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Infinitos

Por Ana Carmen Nogueira

Algumas pessoas possuem e constroem histórias de vida que me encantam. Desde muito pequena adoro encantos, contos de fadas, fábulas, histórias, segredos. Caminho pelas ruas olhando janelas, observando fiapos de coisas dentro dos apartamentos e imagino histórias. Prefiro olhar os ambientes solitários que me dão a ideia de presença. Presenças encantam. Algumas pessoas conseguem construir locais com mais presença do que outras e esses espaços contam histórias que não são escutadas, mas sentidas. Histórias que penetram em nossa pele e invadem nossa mente, quando você se dá conta está completamente encantada.

Espaços de artistas são assim, locais de encantamento. São olhares diferentes sobre o cotidiano que é guardado em pequenos espaços. Alguns artistas recortam, colam, costuram coisas que deixamos de lado em nossas casas. Essas transformações do objeto cotidiano em uma expressão nos faz perguntar “como é que eu nunca havia pensado nisso?”. Algumas vezes sorrimos para dentro, outras temos que tocar ou cheirar. Coisas provocativas nos deslocam e nos oferecem novos olhares sobre o mundo à nossa volta.

 

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Leitora Rosa: Ana Gern

Desenvolvo produtos com design feito à mão e sustentabilidade para minha marca Ana Gern Acessórios, na qual resgato antigos saberes e recrio com uma linguagem contemporânea.

Meu trabalho como designer artesanal começou há seis anos e no ano passado foi reconhecido entre os três melhores da Mostra de Moda e Design Sustentável, da 3ª edição do Paraty Ecofashion, com o projeto Chão Amado, sob a curadoria do Instituto Rio Moda.

Esse evento, com foco na sustentabilidade, contou com uma programação rica em palestras, exposições, oficinas, desfiles e feira, no qual expus o projeto Chão Amado, que contou com uma coleção de produtos para decorar a vida das pessoas.

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Minha história: Paula Emília Kranz

Desde sempre sou criança, e há um ano me tornei uma mãe-criança. Digo isso porque desde que ganhei meu primeiro livrinho de história, por volta dos 4 ou 5 anos de idade, eu me apaixonei pelas ilustrações. Os desenhos me contavam diferentes histórias a cada página folheada, por isso preferia ver os desenhos já que sempre tinha um novo livro, e essa foi a minha primeira paixão.

Morei em Curitiba, por 8 anos, sem meus pais na tentativa de não ser mais criança. Deu certo, cresci e amadureci. Nessa época, trabalhava como coordenadora do departamento de design de uma editora da capital, mas de repente, assim no susto mesmo, surgiu uma criança em meus braços. Entreguei-me de corpo, alma e coração para a maternidade e para essa menininha, e assim nasceu minha segunda paixão. No decorrer da gestação já estava muito angustiada com a ideia de ter que deixá-la, após a licença, num berçário, e meu esposo concordou com que reduzíssemos os custos para que eu ficasse em casa junto de nossa pequena. E assim foi, até seus 11 meses de vida, quando voltamos para Londrina, nossa terra natal.

Paula e Valentina na Coruja Madrinha

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Arte a partir do Reaproveitamento

Sabe aquele famoso texto do Charles Chaplin “Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.” Nossa história se resume neste pequeno texto, pois o conhecimento,  a essência e o contato com as pessoas, que passam em nossas vidas, é que nos ajuda e ainda contribui na construção da Abato Crafts. A partir disso, vamos contar um pouquinho da nossa história pra vocês.

Fonte de Imagem: Arquivo Pessoal

Minha irmã Lidian fez recentemente um intercâmbio social em Uganda e naquele país africano fala-se o Luganda. E foi nesta fonte que buscamos o nome para nossa marca: “Abato”.<!–more–>

Abato em luganda significa “Juventude”, esta é a essência, o espírito de nossos trabalhos, buscando a criatividade, a renovação nos conceitos.

Desde pequenas, sempre estivemos envolvidas indiretamente com a arte, ajudando nossa mãe a preparar as lembrancinhas das festas da empresa onde ela trabalhava e nas visitas à casa da nossa avó, que fazia chocolates decorados, bolsas de tricô e enfeites pra casa. Quando arrumei meu primeiro emprego aos 16 anos numa farmácia, foi que aprendi com uma cliente a fazer a primeira flor de tecido, mostrei pra minha irmã o que tinha aprendido e ela adorou, resolvemos pesquisar mais formas de criar e de lá pra cá não paramos mais. A partir daí começamos a nos encantar com o mundo Craft que nos envolvia. Trocávamos experiências com amigas e aprendemos mais e mais com cada artesanato feito e com cada técnica descoberta.

Mesmo aprendendo várias técnicas, flores diferentes, ainda faltava alguma coisa. Queríamos algo novo, dentro do nosso contexto e que proporcionasse um impacto social.  Quando se tem a mudança da mente e a descoberta do propósito de vida, um turbilhão de ideias começa a surgir e nos inspiram cada vez mais. Hoje tentamos evitar ao máximo o excesso de consumo e desgaste do meio ambiente, produzimos nossas peças com materiais que as pessoas geralmente jogariam no lixo, desenvolvemos guirlandas feitas com jornal, bastidores de jornal, casinhas para molho de chaves feitas com restos de marcenaria, cestas e bolsas com caixas de leite, entre outras criações que vão surgindo. Hoje temos amigos com o mesmo propósito e compartilham de suas criações, ajudando a incentivar a consciência e a arte a partir de produtos retornáveis. (Abajur de garrafão de vinho e puff de pneu).

Buscamos o reaproveitamento de vários materiais trazendo arte, beleza e renovação através de algo que poderia ser jogado fora e poluir mais nosso planeta. Não vamos conseguir a solução para todos os nossos problemas de descarte, mas começando a usar esses produtos para produção da arte, temos certeza que estamos no caminho certo.

 

Lidian Borghezan Soares – Profissional de compras, pós-graduada em engenharia de suprimentos. Já participou de projetos sociais pela Aiesec em Uganda. Trabalha com artesanato há 3 anos.

Bianca Borghezan Soares – Recém-formada em Logística. Atualmente trabalha como artesã, desenvolvendo a arte a partir de produtos que podem ser reaproveitados.

Irmãs, apaixonadas pela natureza, animais e pessoas. Querem mostrar para todos que a arte sustentável pode surgir dentro de qualquer pessoa.

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