Somos mais que um CNPJ

Por Lênia Luz

No último mês de maio, como sabem, celebramos os 6 anos do Empreendedorismo Rosa e dentre as ações realizadas realizamos mais  duas turmas do Lean In Circle Empreendedorismo Rosa. Turmas compostas por empreendedoras e intraempreendedoras.

Em um dos encontros, que acontecem quinzenalmente, uma das participantes compartilhou que muitas vezes se sentia como que sua família não a visse como uma mulher empreendedora. A frase que ela encerra sua fala, em alto e bom som, é: “Eu tenho CNPJ!

Isso me chamou tamanha atenção, que disse a ela que esta seria a temática do nosso editorial de JUNHO. Aqui estamos!

É muito comum  ouvir das mulheres que buscam os serviços de Mentoria, Consultoria ou que participam das ações que realizamos, esta carência do não reconhecimento do que fazem. E sempre me pergunto, por que precisamos tanto destes gatilhos de reconhecimento e validação, sendo que já sabemos que este é o caminho que queremos seguir ? Seja ele empreendendo ou não?

 

Fonte da Imagem: Empreendedorismo Rosa

Fonte da Imagem: Empreendedorismo Rosa

Falta-nos talvez posicionamento diante das pessoas, em demonstrar o quanto estamos decididas e felizes com nossa escolha, mesmo sabendo que ela possa trazer tantos altos e baixos, ainda mais em um momento onde a economia do país está descontrolada. Mas ainda assim, conseguimos ver oportunidades onde muitos vêem que é o momento de desistir, de jogar a toalha. Criamos e reinventamos nossos empreendimentos todos os dias, com novas parcerias, novos produtos e serviços, nos capacitando, lendo, trocando e, portanto, basta que olhemos no espelho e reconheçamos a mulher empreendedora que já tem dado certo, ainda que tenha tanto a acertar para seguir com o crescimento daquilo que planejou.

Ao ouvir desta podeROSA Mulher: “Eu tenho CNPJ!” com tanta firmeza, mas também com uma dose de mágoa, reconheci muitas de nós, ali. Queremos valorização externa, mas esquecemos de abraçarmos a nós mesmas quando algo não está dando certo, ou celebrarmos quando conquistamos algo.

Na verdade somos MAIS que um CNPJ, somos mulheres batalhadoras, corajosas, sonhadoras e realizadoras não somente de nossos sonhos mas também daqueles que nos são caros. Pois, ao empreendermos, pensamos no todo e não somente em nosso sucesso. Portanto, não busque provar nada para ninguém, mostre apenas para você, todos os dias, que seu empreendimento de sucesso já aconteceu, ele está apenas sendo lapidado para brilhar cada vez mais.

Quanto aos outros…como diz a música do KID ABELHA: “Os outros são os outros e só”

Beijos de um junho empreendedor com muito amor por você mesma.

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Viver e empreender

Por Lênia Luz

A vida empreendedora não é fácil, muitas vezes estamos sozinhas nessa nova jornada. Assim como você, também me lancei nesse novo estilo de vida. Quero compartilhar com você alguns aprendizados da minha vida empreendedora.

Clique AQUI para ter acesso ao e-book que nasceu da minha percepção da vontade de fazer acontecer que está dentro do coração de diversas mulheres. Fique à vontade e faça o download do material, espero com ele, te auxiliar em seu fazer acontecer.

 

 

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Evento gratuito para mulheres empreendedoras e intraempreendedoras no Paço da Liberdade em Curitiba

Por Empreendedorismo Rosa 

Em uma parceria com a Fecomércio finalizaremos o ano em uma noite de networking e boas conexões entre empreendedoras e intraempreendedoras.

A Causa Empreendedorismo, do Grupo Mulheres do Brasil – Regional Paraná, se reunirá com suas líderes, Lênia Luz e Gina Paladino, para uma conversa com o tema ” Parcerias Possíveis“, com foco em novas possibilidades para seu empreender em 2018.
PARCERIAS-estrategicas
Contamos com sua presença no lindo espaço do Paço da Liberdade, a partir das 19h, no dia 18.12
Grande abraço
Lênia Luz e Gina Paladino
Lider e Colíder da Causa Empreendedorismo  do Grupo Mulheres do Brasil.
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Empreender e correr, tudo a ver!

Por Lênia Luz

E novembro chegou e com ele chega também a Semana Global de EmpreendedorismoUma semana criada em 2007 pelo ex-primeiro ministro britânico Gordon Brown e pelo presidente da Kauffman Foundation na época, Carl Schramm, com o objetivo de fortalecer e disseminar a cultura empreendedora conectando, capacitando e inspirando as pessoas a empreender.

E é sobre este tema, Empreendedorismo, que abro o mês, compartilhando sobre o título deste post. Há uma semana me desafiei (assim como quando a gente começa a empreender) a fazer algo diferente e que me desse algum prazer, pelo resultado que busco. Busquei um grupo feminino de corrida para iniciar uma nova etapa de atividades físicas na minha ociosa vida no quesito cuidados com meu bem estar. Quem acompanha o Empreendedorismo Rosa sabe que atividade física não é minha praia, mas que este ano me encontrei no Arco e Flecha (acesse AQUI para saber mais). Porém, ele tem me dado um resultado mais na ordem de organização emocional do que no condicionamento físico, inclusive por me sentir sem este condicionamento que busquei o Grupo Corre Guria.

Além do encontro semanal que temos, tenho que seguir um cronograma de atividades semanais para chegar ao resultado que me propus. Só que durante a semana sou eu e eu; e confesso, esta primeira semana foi tensa. Para uma pessoa que está sem condicionamento algum, realizar qualquer atividade física é um sufoco, mas estou ciente que se eu não seguir o “planejamento” não obterei sucesso. Após cada treino realizado, dou um feedback à minha personal/mestra da corrida, Micheli Baptistim. Ela me orienta para a próxima atividade e me motiva a não desistir.

Pois bem, no terceiro treino da semana, eu já menos dolorida, porém ainda falando para minha mente e corpo que não adiantavam reclamar, pois a decisão já estava tomada, fiquei o tempo todo brigando entre o parar e o seguir. Ouvindo PINK  cantar: “We came here to run it, run it, run it, we came here to run it, run it, run it”  me veio a vida empreendedora em cena.

Fonte da Imagem: https://www.facebook.com/correguriaaa

Fonte da Imagem: https://www.facebook.com/correguriaaa

Quantas pessoas começam seu empreender por uma necessidade e não por uma oportunidade? E quantos começam por uma oportunidade e desenvolvem suas habilidades por uma necessidade? A cada volta que dava em meu percurso, lembrava de meu empreender diário. Tão cheio de tomadas de decisões, desconfortos, mudanças, insistência, persistência, apoio de outros para não desistir ou para continuar dando certo e dos meus poderosos 4 Fs ( foco , força, fé e foda-se).  Deparei-me com a realização que tenho com com minhas conquistas, ainda que por vezes pequenas aos olhos dos outros, mas gigantes para mim.

Correr e empreender seguem no mesmo ritmo para mim, uma dica de cada vez, um passo de cada vez, um tempo de cada vez, mas com um único propósito: conquistar meus objetivos e ser inspiração para os que me observarem ou juntos vierem comigo.

O fato é que não há caminho fácil para empreender, mas sim um caminho possível. Assim como na corrida!

Em tempo: Dia 19 de novembro celebramos o dia Mundial do Empreendedorismo Feminino. E nós, do Empreendedorismo Rosa, faremos uma ação especial no dia 28/11 no Hostel Roma. Serão 4 pROSAS inspiradoras de mulheres que, como eu, como você, estão em uma corrida empreendedora em busca de suas conquistas.

Inscreva-se: https://www.sympla.com.br/happy-com-prosa-especial—dia-mundial-do-empreendedorismo-feminino__208297

 

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Entrevista podeROSA

Por Pâm Bressam

 

Hoje vamos conhecer a Gilmara Oenning, sócia da escola de inglês Influx localizada em Jaguaruna/SC.

 

Antes de você abrir a Escola de Inglês o que você fazia, e qual era seu entendimento sobre empreendedorismo?

Antes da escola de idiomas inFlux, eu cursava Administração e trabalhava em uma empresa Multinacional. Na faculdade, empreendedorismo era apenas mais uma matéria. Busquei informações fora da sala de aula, pois, num primeiro momento, o empreendedorismo era apenas para as pessoas que já possuíam empresas, mas com as informações certas e pessoas que conheci, percebi que qualquer um pode ser empreendedor. Assim, na minha concepção,  empreendedorismo é pensar e agir diferente do comum.

Como foi meter a cara e empreender pela primeira vez? O que levou você a tomar esse risco?

A vontade de mudar e sair do comodismo foram o combustível para eu arriscar. Sempre pesquisava muito e queria fazer diferente de tudo que eu estava acostumada a viver. E no ano de 2014 vi a oportunidade de abrir uma escola de Idiomas em Jaguaruna. Fiz várias pesquisas, plano de negócio, pesquisa de mercado e fiquei alguns meses estudando. Após isso, pesquisei qual escola iria abrir, entrei em contato com várias franquias de escolas de Idiomas e escolhi a Influx. Abri a escola em 2015 e está sendo um grande aprendizado a cada dia. Estou satisfeita. Acredito que não podemos nos acomodar e devemos sempre ter muito foco.

Fonte da Imagem: Arquivo Pessoal

Fonte da Imagem: Arquivo Pessoal

Quais foram seus sentimentos nas épocas difíceis…

Tive motivação, e quando abri meu negócio estava consciente de que nada seria fácil, porém sabia que aquele era o momento certo.

Meu maior aprendizado é não desistir dos nossos sonhos.

Qual o conselho para uma mulher que deseja empreender?

Sou Jovem empreendedora, tenho muito o que aprender, mas o que considero importante para alcançar os objetivos são foco e persistência. E para quem está tentando algo, um bom planejamento faz parte do sucesso, uma pesquisa de mercado, um plano de negócio.

Conhecer novas pessoas e buscar novos horizontes, agir em vez de lamentar. Outra ação importante é conviver com pessoas que influenciarão positivamente.

 

Você voltaria atrás e faria tudo de novo ou tentaria procurar um emprego?

Faria tudo de novo. Estou muito feliz e tenho muitos sonhos a realizar. Cada dia um novo aprendizado!

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Permutar ou não permutar? Eis a questão!

Por Bárbara Stock

Permutar ou não permutar? Eis a questão! Quando se tem uma empresa de serviços, aparecem muitas pessoas propondo permutas, mas se o pensamento de ambas as partes não estiver alinhado, podemos entrar em um grande e desnecessário conflito.

Entendo por permuta pelo menos duas trocas simultâneas. Uma é a troca intangível, aquela que não podemos mensurar, mas que talvez seja a mais importante. É a troca que agrega valor para as duas partes. Por exemplo: sou sócia de um Buffet que oferece banquetes, quando alguém me propõe uma permuta, a primeira coisa que a pessoa está levando, da minha empresa para a dela, é o fato de que, através do banquete que eu vou proporcionar, ela estará agregando valor ao negócio dela e eu, consequentemente, também precisarei ter algum valor agregado por ela (por exemplo, com a presença de futuros clientes potenciais ou com retorno “espontâneo” de mídia).

O segundo lado da permuta é a troca tangível, mensurável (no meu caso, por exemplo: estou oferecendo um banquete para x convidados, com x horas de duração, com x opções de comidas e bebidas e x quantidade de funcionários que disponibilizarei, e o que a pessoa me oferece de volta?).

Fonte da imagem: Priscila Tescaro Consultoria em Comunicação

Temos que deixar bem claro que uma permuta deve ser algo do interesse de ambas as partes, uma via de mão dupla, em que as trocas devem estar no mesmo nível, a não ser, é claro, que a empresa tenha outras intenções (mesmo que receba menos em troca, o foco não é esse e, sim, por exemplo, na visão futura). De todo modo, se não forem bem equilibrados todos os pontos, uma hora alguma das partes sentirá o reflexo, afinal, hoje, tempo literalmente vale dinheiro, não podemos despender o nosso por algo cujo retorno não está em alinhamento com o que estamos oferecendo.

Meu primeiro conselho parece primário, mas pasme, eu já caí nesse erro e já vi muitos amigos empresários de longa data caírem. Nunca feche uma permuta de boca e, mesmo que você conheça a pessoa que está do outro lado, sempre negocie o que será permutado, deixando tudo bem “amarradinho” antes da permuta em si. Sempre troque todas as informações por e-mail, até sobre os detalhes que parecem bobos. Meu segundo conselho é: Saiba bem o valor da sua moeda de troca, nunca supervalorize seus serviços nem tampouco desvalorize. Sua marca é seu nome e vice-versa e deve ser muito bem medida, de acordo com o que estão lhe oferecendo em contrapartida, por exemplo, mesmo que seus serviços valham rios de dinheiro, a empresa com quem está negociando pode não necessariamente entender sua logística e realmente não saber o quanto valem seus serviços e produtos, portanto, seja muito claro e transparente, para não passar arrogância.

Meu terceiro conselho é: permuta pode ser algo muito vantajoso em alguns casos, mas sempre tenha em mente que você deve agregar valor ao seu negócio e ao negócio de quem está do outro lado e precisa ter um retorno tangível (por exemplo, tratamentos, ganho de mercadorias, produtos ou serviços e afins). Meu quarto e último conselho, mas não menos importante é: chegará um momento em que muitas empresas e pessoas lhe procurarão oferecendo todo tipo de troca, então, saiba filtrar muito bem o que é vantagem e o que é apenas um elefante branco, e não tenha medo de dizer não. Às vezes precisamos declinar de certas propostas em prol de nossa saúde orçamentária, física e mental.

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