Minha experiência de vida me levou a muitos lugares, e em quase todos eles as cores sempre tiveram um papel importante. Da igreja ao xamanismo, da faculdade de comunicação ao mercado de trabalho, das pequenas escolhas do dia a dia até a decoração da minha casa. Onde quer que eu vá, as cores estão presentes — e nem consigo imaginar meus olhos sem pousar nesse arco-íris que a vida nos oferece.
Meu primeiro impulso ao escolher uma roupa para sair de casa é quase sempre reflexo do meu humor. Parece simples: estou triste, uso azul; estou alegre, escolho amarelo. Mas, com o tempo, percebi que a cor não apenas reflete meu estado interno — ela também influencia e transforma como eu me sinto.
Uma coisa que aprendi nesses anos de tratamento do transtorno bipolar é identificar gatilhos que poderiam me levar a períodos de euforia ou depressão. As cores entraram nessa jornada como aliadas, me ajudando a acolher emoções em vez de apenas “camuflá-las”.
Tenho uma coleção de lenços que virou uma espécie de kit emocional: cada um carrega uma vibração. Às vezes escolho pela beleza, mas muitas vezes escolho pela necessidade.
📌 Exemplos simples de como você pode experimentar isso:
- Quando estiver triste, use amarelo: é uma cor associada à luz, vitalidade e otimismo.
- Quando precisar de atenção ou energia, use laranja: ela desperta entusiasmo e criatividade.
- Quando sentir necessidade de acolhimento, use azul: transmite calma, confiança e segurança.
- Quando buscar enraizamento, um “colo”, use marrom: traz a força da terra, da estabilidade.
- Quando desejar paz ou espiritualidade, use roxo: associado à introspecção e ao sagrado.
Não é magia nem superstição. A psicologia das cores já foi estudada em diferentes áreas, da comunicação ao marketing, e até mesmo na cromoterapia, uma prática integrativa que busca harmonizar corpo e mente por meio da exposição a cores. Cada tonalidade estimula áreas diferentes do nosso sistema nervoso, influenciando humor e comportamento.
Mas aqui vai um cuidado importante: não use as cores apenas para fugir das emoções. A tristeza, o medo e até a raiva também são partes do nosso arco-íris interno. O verdadeiro poder está em reconhecer o que sentimos, acolher a emoção e, só então, usar a cor como recurso para equilibrar e seguir adiante.
No fim das contas, o que aprendi é simples: se você não sabe por onde começar a cuidar de si mesma, comece pelas cores. Abra seu armário, olhe para os objetos à sua volta e escolha conscientemente o que deseja colocar em sua vida. Afinal, viver é também pintar a própria história.
Quer se aprofundar sobre o assunto? Indico o livro da Kacianni Ferreira, Psicologia das Cores.
A obra traz uma proposta única, com linguagem acessível, que aborda tanto aspectos simbólicos quanto práticos das cores. Entre os temas, destacam-se:
- Classificações, dimensões, sensações, associações e simbologias das cores;
- Relações com planetas, notas musicais e faixas etárias;
- Utilização das cores na decoração, cromoterapia, roupas;
- Dicas de publicidade, curiosidades e até disfunções na percepção de cor
Por Camila Franco.
Feminista, comunicóloga, líder de projetos no Sebrae/PR, especialista em vendas, voluntária em causas sociais e ambientais. Apaixonada pela maternidade, criadora do @MaternidadeFranca fanpage e grupo de acolhimento materno desde 2016. Instagram: @camilafrancoafranca
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