SE NÃO TIVER ALGO POSITIVO PRA FALAR, CALE A BOCA!

Por Empreendedorismo Rosa

*Guardem isso, com amor. SE VOCÊ NÃO TEM ALGO POSITIVO PARA FALAR, CALE A BOCA.

Sério, gente. Estamos no século XXI, os livros de autoajuda estão entre os mais vendidos do ano, existem milhares de coachs de vida gratuitos na internet, O Segredo já foi descoberto e desvendado e os intagrans estão mais infestados do que nunca de frases motivacionais.

Já não passou da hora de termos absorvido pelo menos um pouquinho da vibe Natiruts positividade?

Ofender o amigo é descolado, porque mostra que você tem um humor crítico-ácido que tá super in nos dias atuais. Falar do cabelo, da roupa, da bunda, da cara inteira, da filosofia de vida, não é bullying, é zoação sem compromisso. Aceita que dói menos e ria. Todo mundo quer falar sem pensar, mas ouvir é que machuca, não é?

Você consegue um emprego novo e em vez de ouvir um “parabéns” entusiasmado, seguido de um abraço sincero, lá vem alguém pra dizer “me coloca na boa também”. Você arruma um cara legal e logo aparecem três pessoas super perfeitas para apontar os defeitos do fulaninho. Você conta sobre uma viagem, o outro fala que o dólar tá alto. Compra um carro novo, a gasolina tá cara. Sem contar aqueles dias que você se matou na academia e a sua companhia de corridão dá uma apalpadinha carinhosa na barriga.

Pra cada elogio que recebemos merecidamente existem três pessoas para nos colocarem pra baixo. E não estou falando de pessoas malvadas, não, eu estou falando do seu melhor amigo, do seu namorado, do porteiro do seu prédio, da sua avó. No dia que eu saí de uma das provas mais importantes da minha vida e fui questionada por uma pessoa muito especial os motivos de querer seguir outros rumos na minha vida, eu entendi. Eu entendi que é da natureza do ser humano julgar, criticar e até rebaixar o outro.

Fonte da Imagem: Google

Fonte da Imagem: Google

Mas não é por crueldade. Eu juro, essa tal inveja, por exemplo. Alguém nesse mundo te ama muito mesmo, mas não é feliz o suficiente pra admitir que você seja mais feliz do que ele. É triste pensar dessa forma, mas só quem te conhece a fundo e sabe o quanto você é capaz de lutar para conseguir algo que quer, ou tudo que é capaz de te destruir, consegue ter esse tipo de sentimento tão intenso.

Talvez você seja paupérrima, nem tenha o tipo de beleza considerada padrão nacional e nunca tenha chegado a ser a primeira da classe, mas ali do seu lado vai ter alguém para tentar diminuir mais ainda o seu valor.

Entenda, o problema não está, na maioria das vezes, em quem é depreciado, mas no depreciador.

Eu sei que ando em uma fase bem chata de suportar, porque eu me tornei aquele tipo de pessoa que já acorda orando e dando bom dia para os passarinhos na janela. Talvez eu até tenha me tornado um pouco de exemplo bem grande de coisas positivas. E depois que eu aprendi a ser assim, comecei a reparar em quanto tempo perdi olhando pro outro, ao invés de olhar para mim mesma.

Sabe? Esse mundo já é cruel o bastante. Temos que nos apoiarmos uns nos outros. Se eu preciso daquele amigo, namorado ou parente para ser feliz, eu preciso que ele também esteja feliz.

E foi pensando nisso que aprendi a distribuir elogios, abraços e sorrisos. Sinceros. E, quando, finalmente, vem o impulso inerente ao ser humano de rebater uma depreciação, eu apenas abaixo meus olhos e penso “tomara que um dia você também aprenda a transformar suas palavras. Elas são poderosas”.

*Texto original do site: O Segredo das autoras NAT E MARI

 

 

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Qual é a sua resistência interna para realizar mudanças?

Por Bárbara Stainsack

Que o ser humano é um bichinho resistente à mudança, isso todas nós já estamos cansadas de ouvir, e pelo que parece, também de saber. Como empreendedoras a gente lê bastante sobre o tema e principalmente relacionando-o com mudanças organizacionais e o cenário instável para a aventura de gerir uma (ou mais de uma) empresa no Brasil.

Hoje faço um convite para refletirmos sobre a resistência à mudança do ponto de vista interno. Isso mesmo, olhando para dentro de nós mesmas e procurando compreender o que acontece quando nos deparamos com uma situação nova ou quando simplesmente tomamos a decisão de iniciar uma modificação em nossas vidas.

Não tenho dúvidas de que todas as pessoas buscam efetuar alterações em seus caminhos, comportamentos e em suas escolhas sempre com a intenção de evoluir, melhorar, buscar um novo resultado. Porém, a tal da resistência nem sempre nos permite que estejamos livres, então, às vezes nós desejamos muito aquela determinada mudança, mas nem sempre estamos dispostas a mudar o tanto quanto é necessário para conquistar o novo estado desejado.

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Fonte da Imagem: Paula Soares

Exemplos? São muitos… Vou citar somente dois deles e convido-as para vasculhar dentro de si quais são os seus exemplos mais importantes ou que já se tornaram urgentes nesse momento.

Exemplo 1: Após uma discussão com uma pessoa próxima (amiga (o), alguém da família ou de um relacionamento amoroso), chega-se a um acordo em que as partes envolvidas comprometem-se em evitar atitudes destrutivas, em se abrir a uma nova ideia ou aceitar determinada maneira de pensar que é diferente da sua (desde que não faça mal a ninguém, é claro). Diante da primeira oportunidade de adotar o novo comportamento acordado, o esforço que se deve empregar para não retomar à velha atitude muitas vezes é imenso, e é natural que muita força de vontade deva ser aplicada para colaborar com a mudança efetiva que levará a melhoria da relação em questão. No calor da hora, nem sempre conseguimos aplicar esse esforço, e de repente, estamos repetindo o mesmo “erro” e voltando atrás no que havia sido combinado.

Exemplo 2: Deparamo-nos com uma realidade que nos escancara que a nossa saúde física não vai bem, às vezes por uma doença que se instala, por resultados de exames nada positivos, um parecer médico, etc. As recomendações? Mais atividade física, alimentação balanceada, pausas para relaxar, mais tempo para si e para os seus. Caso estejamos habituados a abraçar o sofá após um longo dia de trabalho e abrir uma embalagem com sal, açúcar, carboidrato e outros ingredientes artificiais para trazer bem-estar momentâneo através do estômago, mudar esses comportamentos internalizados para uma rotina completamente diferente, será uma árdua missão. Vejam só, mesmo conscientes de que a velha escolha não trará bons resultados, resistimos e não concentramos nossa energia para adotar novos hábitos, não superamos a preguiça em ter de estudar novas receitas, descascar mais, cozinhar mais, limpar mais o nosso fogão. Não conseguimos sacudir a poeira e sair para uma caminhada. Deixamo-nos atropelar pelas exigências da vida e pelas contas a pagar, esquecendo que dentro em breve a própria vida vai nos exigir consertos e cobrar a dívida em relação a nós mesmas.

Estejamos atentas e vamos flagrar o nosso cérebro – que adora os cenários já conhecidos e a zona de conforto – quando ele quiser dominar nossas ações. Vamos entender que a missão dele é nos manter seguras, mas isso ocorre de modo primitivo, combatendo o tempo todo qualquer coisa que possa nos trazer medo (o famigerado desconhecido). Por isso precisamos criar coragem até mesmo para as pequenas alterações em nosso dia-a-dia, focando no resultado lá na frente e não neste medo que é somente uma reação momentânea.

Falando assim dessas situações comuns e hipotéticas, talvez a gente perceba quanto nos deixamos levar por nossas escolhas inconscientes. Por que não percebemos isso no momento em que elas estão acontecendo? Porque percebê-las também exige esforço, exige alto grau de comprometimento consigo mesma e a frequente afirmação interna de que “estou pronta para efetuar as mudanças necessárias para minha melhoria contínua, hoje quero estar melhor do que ontem”. Sim, melhorar e evoluir como ser humano é uma mudança constante e estaremos verdadeiramente abertas a essas mudanças somente quando também estivermos dispostas a executar o esforço de mudar.

 

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Quando uma mudança se transforma em várias

Por Karla Fabro

Nunca imaginei empreender, embora acredite que todos, de alguma forma, possuímos caraterísticas empreendedoras. Ao decidir por este caminho percebi que na minha família já existia essa veia. Uma delas vinha do meu avô materno, que por volta da década de 40 tinha 2 armazéns, no interior do Paraná, onde vendia de tudo, o famoso secos e molhados daquela época. Outro exemplo vinha da minha avó paterna, que criou sete filhos com uma pequena mercearia, vendendo somente bananas, já que no Equador xistem mais de 40 tipos delas.

    Ao decidir empreender somos tomados por uma força maior. Tem aqueles que nos chamam ede loucos e, mais ainda quando somos mulheres. Para muitos empreender pode parecer fácil, porém só quem está dentro da situação é que sabe da realidade.

A escolha que fiz foi tomando forma aos poucos e continua em processo de construção e melhoria, quanto mais me envolvo, mais ideias vão surgindo, vou fazendo novas conexões, vejo novas possibilidades, vou testando outras, um processo de criação onde vou definindo melhor qual é o formato que quero dar para meu empreendimento.

Até aqui talvez nada de novo, mas no meu caso isto começou a mudar quando eu e meu marido, em uma conversa, decidimos que seria uma boa ideia mudar de país por um tempo. Para sair de Curitiba e visitar os lugares que pareciam fazer sentido para a minha pesquisa, teríamos que investir mais tempo e dinheiro. Chegamos a conclusão que poderia ser feito de uma forma mais fácil se mudássemos para Portugal, ficando mais próximos dos destinos que queríamos ir, outros países da Europa e alguns da Ásia.

 

Fonte da Imagem: Larissa Grabowski

Fonte da Imagem: Trevisart Fotografia Karla Fabro em um skype , direto de Portugal, no nosso 1º Encontro Lean In Circle Empreendedorismo Rosa

    Dois meses antes de embarcar de mala e cuia para Lisboa fomos surpreendidos com a vinda da nossa filha. Isso sim seria uma grande mudança! Ao saber da novidade de que seriamos pais, muitas coisas passaram pelas nossas cabeças. A primeira era que a decisão do projeto que hoje leva o nome de Autonômicos, fazia mais sentido do que nunca, a motivação que já tínhamos só aumentou. E a segunda era que não haveriam mudanças de planos.

    Vários amigos e familiares repetiam as mesmas perguntas, querendo saber se tínhamos mudado de planos devido à chegada da nossa filha; se estávamos certos de que mudaríamos; como eu iria fazer sem meus médicos; que não seria um bom momento para empreender, já que estando grávida as coisas ficariam mais complicadas, ainda mais longe de “casa”, etc. Muitas pessoas demonstraram acreditar que, por estar grávida, nós deveríamos permanecer em Curitiba e mudar nossos planos, ao que sempre respondi, “nada mudou, os planos continuam os mesmos, esta criança só confirma o que já havíamos decidido!

    O fato de estar grávida me deu uma energia maior de querer que as coisas funcionem. Muitas das ideias foram se clareando e passei a observar os comentários de que deveríamos abandonar nosso projeto como algo natural daqueles que, de alguma forma pareciam demonstrar medo de arriscar, medo do novo e principalmente medo de se jogar, neste caso com uma criança na barriga. O que eu via é que para poder transmitir uma atitude empreendedora para a filha que estava a caminho, não bastava ler livros e fazer cursos, mas sim, ter as minhas experiências para contar.

    Enfrentar todas estas mudanças exigiu de mim um esforço a mais, tive que criar a minha estratégia para administrar cada uma delas de uma forma que não me paralisasse ou impedisse de agir. Tomei consciência de que minha nova condição de “mãe” também me trouxe algumas limitações, porém, se não tivesse me mantido flexível a todo este processo talvez meu aprendizado teria sido muito mais doloroso. Quem sabe se formos um pouco mais como as palmeiras que se curvam a medida em que a tempestade chega, possamos nos tornar mais abertos às coisas inesperadas, embora tenhamos nos planejado.

 

 

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Quem não muda, dança!

Por Daniela Delfini

Emprestei o slogan de uma campanha interna promovida pela empresa na qual trabalhei, durante uma das maiores fusões empresariais ocorridas no Brasil! O conceito não é nada novo, tem aproximadamente 3,8 bilhões de anos, é o que a natureza faz o tempo todo: adapta-se para sobreviver.

Então vamos lá! O que vou exercitar a partir desta semana, provavelmente vai ser útil para muitas de vocês. Estive relembrando diversos conceitos de comunicação e relacionamento na semana passada e vou compartilhar o que considero essencial.

Fonte da Imagem: Estudio Trevisart

Fonte da Imagem: Estudio Trevisart

O primeiro diz respeito à imagem que fazemos do outro. A imagem é uma mera representação, não é a essência, portanto seja criterioso com seus julgamentos. Como diz o pessoal da Programação Neurolinguística (PNL): “ O mapa não é o território”. Aproveito para citar um outro conceito que diz respeito a julgamentos: “o valor de uma pessoa é constante, o seu comportamento pode mudar”, lembre-se disso quando for emitir um comentário do tipo “fulano é assim assado”, procure ater-se ao comportamento da pessoa na ocasião que você gostaria de pontuar. Exemplo: fulano comportou-se assim durante a ocasião xis.

O segundo diz respeito à nossa capacidade de comunicar algo de forma clara e objetiva. Ou seja, enviar uma mensagem e constatar que ela foi entendida. Se quem recebeu a mensagem, entendeu errado, o erro pode estar em quem a enviou, pois, “o significado da comunicação é a resposta que se obtém, independente da intenção do comunicador”.

O terceiro poderia ter sido feito sob medida para o blog: “Não existem fracassos, apenas resultados”. É uma verdadeira libertação pensar que somos adultos, responsáveis pelos nossos atos e, portanto, os resultados são consequências do nosso planejamento e execução. Portanto, nada de vestir a carapuça de vítima e ficar sofrendo, isso não vai mudar o resultado, o que vai mudar é o que você decidir fazer diferente, melhor! Afinal “se você continuar fazendo o que sempre fez, vai continuar obtendo o mesmo resultado”.

E finalmente, algo que precisamos nos policiar diariamente, a todo momento e que vale a pena compartilhar com o máximo de pessoas possíveis. Algumas palavras que devemos evitar usar sem critério: “não” e “difícil”. Pense assim, ao invés do que você não quer, seja positivo e diga o que quer: Lembre-se de me trazer o relatório amanhã, ok? (ao invés de “não esqueça”). Ao receber uma nova tarefa, evite pensar ou expressar-se com termos como “difícil, não sei se consigo, etc.”, faça força para pensar: é desafiador, mas vou conseguir! Quando você pensa ou diz, o cérebro grava, o subconsciente recebe como uma ordem, portanto dê os comandos de acordo com os resultados que quer obter!

Sucesso e boa colheita!

 

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Quantas vezes você pode mudar de ideia?

Por Andréa Ferreira

A virada do ano de 2014 para 2015 eu passei na praia. Eu queria começar com o pé direito, como todos os anos, claro! Usei a cor referente ao meu maior desejo para 2015, comi a quantidade de uvas certa, brindei, fiz tudo certinho e me preparei para o grande momento: pular sete ondas e fazer sete pedidos.

Fazia muitos anos que eu não pulava ondas à meia-noite, por questões de logística, esquecimento – acontece tanta coisa à meia noite, não é? São tantas simpatias a serem feitas, enfim, lá fui eu encontrar uma vaguinha para pular as minhas ondas na superlotada praia de Copacabana. Estava relativamente tranquilo, apesar da multidão, encontrei um bom lugar, respirei fundo, repassei mentalmente meus pedidos e dei início ao ritual.

Andrea

Fonte da imagem: Paula Soares

 

Pulei a primeira onda e fiz um pedido. Pulei a segunda e fiz mais um pedido. Terceira onda e terceiro pedido. No quarto pedido, veio uma onda maior e levou um pé do meu chinelo, novo e comprado exclusivamente para o evento. Saí correndo atrás do chinelo enquanto ainda estava visível no meio daquela quantidade de pessoas fazendo seus rituais, e acabei perdendo o outro chinelo. Com isso, entreguei para Deus e fui me divertir.

No decorrer do ano realizei três pedidos, sendo que um ainda pode acontecer a qualquer momento. O jogo só termina quando acaba!

Um ano é um período muito longo e muita coisa acontece. Mesmo quando a gente acha que não aconteceu nada ou que deu tudo errado. De modo geral, 2015 não foi um ano fácil, principalmente para nós aqui no Brasil. Digo isso e me vem imediatamente à cabeça “mas vai melhorar”, somos um povo otimista.

Traçando um paralelo entre meu ritual de fim de ano e os acontecimentos que constituíram 2015, posso dizer que também fui surpreendida por uma onda que me fez mudar de rumo e de IDEIAS. E, acredite, mudar de ideia é libertário. Também fiquei tentando alcançar uma coisa que já não me pertencia e quase perdi a festa.

Para o próximo ano, faça seus planos, pule suas ondas, faça lá seus rituais, pedidos, planos, orações, etc, mas esteja aberta e alerta às ondas e se for preciso, mude de ideia.

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Coragem, para que te quero ?

Por Tayná Leite

“Nossa, que coragem!”, é o que mais ouço sobre o novo rumo que estou dando à minha vida. Alguns com admiração, mas muitos enxergam, neste meu desvio de rota, algo quase insano (sim, coragem tem sido eufemismo de loucura)! Coragem, pensam, abandonar uma carreira que me proporcionava uma renda fixa atraente e uma suposta estabilidade pela incerteza de empreender. Coragem de trocar o “certo pelo incerto” e arriscar perder um padrão conquistado à custa de muito suor e lágrimas.

Pensando sobre isso no avião para São Paulo os sentimentos me transportaram a quando saí de Curitiba para encarar um desafio profissional e senti exatamente o mesmo tipo de espanto! Olhares que me questionavam por estar “abandonando meu marido” e trocando “um emprego seguro” no qual eu havia acabado de ser promovida por “uma aventura profissional que poderia custar-me o casamento”. Lembrei o quanto me chamaram de “corajosa” por sair do Centro Cívico para uma velha fábrica em Mauá para onde por um bom tempo fui de trem. Lembrei de como, a qualquer mínima reclamação ouvia: “Ué, não era isso que você queria? Agora aguenta!”.

Tayná

Fonte da imagem: Trevisart

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