Empoderamento Feminino

Quando a felicidade vai embora:Uma conversa sobre humor, escolha e memória

Qual é o motor do seu humor?
Essa pergunta surgiu, curiosamente, numa manhã de domingo qualquer. Acordei com essa inquietação na cabeça e ela me levou por muitos caminhos.Pensei na leveza, nas gargalhadas espontâneas, no circo, na palhaçaria. E, claro, nos seus opostos: a melancolia, a tristeza, as lágrimas que doem, as notícias pesadas, a amargura que por vezes colore nossos dias. E foi aí que me peguei refletindo: afinal, o que o humor tem a ver com a felicidade?

E será que a felicidade precisa ser o oposto da tristeza? Será que só existe na ausência de lágrimas? Será que desaparece quando nos sentimos vulneráveis, expostos ou tocados por uma dor?

Você pode ser feliz mesmo estando triste?
Pode ser feliz mesmo em meio a lágrimas dolorosas?
Pode ser feliz mesmo assistindo notícias difíceis?
Pode ser feliz mesmo sentindo raiva ou melancolia?

Na minha positividade realista , aquela que não ignora a dor, mas também não se entrega a ela. eu acredito que sim. A felicidade não precisa de antagonismo. Ela pode coexistir com outros sentimentos. Pode estar presente apesar de. A dualidade não é condição para a felicidade.

Quando, então, a felicidade vai embora?

A felicidade não vai embora simplesmente porque algo está errado. Mas ela sim pode ir embora em dois momentos muito específicos: na ausência de humor e na presença da depressão.

Aqui é importante fazer uma distinção clara:

  • A falta de humor é uma escolha.
  • A depressão é uma doença.

A escolha está no seu controle remoto interno. Todos os dias, você pode escolher o canal por onde vai assistir a vida. Pode escolher as lentes com as quais irá enxergar as situações, os encontros e os desencontros. Já a depressão é outra história. Ela se instala no corpo e na mente. Não sai com força de vontade ou pensamento positivo. Ela exige tratamento, cuidado, tempo. E esse texto aqui não é sobre isso (ainda). Esse texto é sobre escolha.

A escolha pelo humor

Escolher o humor é escolher ver graça na vida.É criar espaço para rir sem culpa.É se libertar das amarras sociais e dar gargalhadas altas, daquelas que saem de dentro da barriga e desarmam qualquer tensão.

Devia existir uma lei que proibisse a repressão ao riso. Pode até parecer impróprio rir em alguns momentos… mas, sinceramente, com tantos “impróprios” que atravessam nossos dias, deixar o humor na gaveta é que me parece um desperdício.

Eu aprendi isso desde pequena.Meu grande professor foi meu tio, Marco Alexandre dos Santos, o Xande(y).Ele era música, poesia, desenho animado, disco de vinil e gargalhada solta. Era também conversa profunda, história contada com exagero cômico e pitadas de ironia — mesmo quando a vida era trágica. No fim, quase sempre, ele achava uma forma de transformar dor em reflexão, e reflexão em riso.Ele me ensinou que o humor é uma ponte para o amor. E que rir é uma forma de acolher o outro — e a si mesmo.

O motor do humor

A vida nos oferece aprendizados todos os dias. Mas a forma como lidamos com eles depende do nosso repertório emocional.A gente responde ao que vive com base no que já viveu, ouviu ou leu.
E esse repertório precisa estar bem cuidado, assim como um motor precisa de revisão.

  • O combustível da vida está nas experiências — vividas, ouvidas ou lidas.
  • O lubrificante está no aprendizado — naquilo que você assimilou para fazer as engrenagens rodarem.
    E a faísca? A faísca está nos sentimentos primários: medo, raiva, tristeza, nojo e alegria.

Eles disparam o motor emocional. São o impulso inicial. Mas quem guia a direção é você, e, às vezes, o humor é o melhor GPS.

E agora, me conta: como está o motor do seu humor?

Você tem alimentado seu repertório com histórias leves, boas risadas, conexões reais?
Tem permitido que o humor entre na sua vida, mesmo nos dias nublados?

Não espere a felicidade ir embora para lembrar que ela também pode morar no riso solto, na piada boba, no abraço divertido, na memória de quem fez você gargalhar até chorar. Seja você também um distribuidor de alegria. O mundo agradece.

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Em memória a Marco Alexandre dos Santos, o nosso eterno Tio Xande(y).
Você continua rindo dentro de nós. Obrigada por ser motor, combustível e faísca.

Camila Franco
“Felicidade é um estado de espírito.”

Feminista, comunicóloga, líder de projetos no Sebrae/PR, especialista em vendas, voluntária em causas sociais e ambientais. Apaixonada pela maternidade, criadora do @MaternidadeFranca fanpage e grupo de acolhimento materno desde 2016.
Instagram: @camilafrancoafranca

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