O movimento da vida e o movimento do arco

Por Daniele Cristina Fernandes Vecchi

O tiro com arco, arco e flecha ou arqueria é a prática de utilizar um arco para atingir um determinado alvo ou objetivo. Os indícios dessa prática pelo ser humano remontam à pré-história.

Quando pensamos nas grandes invenções da humanidade, o arco e flecha ocupa posição de destaque. Podemos dizer que o arco sempre cumpriu um papel temporal em diferentes momentos, com diferentes objetivos e em praticamente todas as partes do globo.

E hoje, qual seria o papel do arco e flecha na vida do homem e da mulher moderna?

Com o descobrimento da pólvora e de armas mais eficazes, o arco e flecha passou a ser considerado um equipamento esportivo e/ou um objeto terapêutico promotor de qualidade de vida. No Brasil e no mundo multiplicam-se os centros que oferecem contato com a prática com os mais variados objetivos.

Há várias razões para a notoriedade que a prática vem tomando; além de todo o potencial esportivo, de lazer e entretenimento, muitas pessoas descobriram no arco uma ferramenta para o encontro consigo mesmas.

Em tempos de excesso de informações e de muito barulho, olhar para si e silenciar o burburinho interno é cada vez mais difícil, e necessário. Nesse contexto, a prática possibilita uma série de combinações de habilidades que podem resultar em mais equilíbrio emocional  e físico.

A primeira habilidade que se requer do arqueiro (a), é a postura ereta, depois vem a respiração, a atenção e o estado de presença. Já no primeiro contato, algo ancestral parece despertar; a cada flecha a necessidade de harmonização da mente e do corpo se tornam mais evidentes. A prática é um convite à calma; sem restrição de idade ou condição física.

Na arqueria, tudo depende do que você busca.  Algumas pessoas buscam superação, outras, diversão ou exercitar a paciência. A prática de atirar com arco pode ter benefícios até mesmo terapêuticos; atuando como terapia complementar para pessoas que sofrem com insônia, por exemplo. A prática do arco e flecha funciona quase como uma terapia meditativa com resultados significativos em relação ao controle das emoções.

Fonte da Imagem: Vedana - Arte e Flecha

Fonte da Imagem: Vedana – Arte e Flecha

Um dos pontos fortes da arqueria para ajudar a diminuir a ansiedade é a repetição dos movimentos. De maneira simplificada, a técnica consiste em proporcionar ao praticante a atenção plena de sua postura, da divisão do peso do corpo nas duas pernas, da respiração profunda .  Mais tarde, refinando os movimentos como empunhar o arco, esticar a corda, focar e deixar a flecha ir, sem apego. Em cada movimento consciente, um contato com o corpo e com o ego; até que se torne inevitável focar na transmissão de energia que a flecha representa.

A repetição, a correção da postura, o tempo e a disciplina funcionam como uma viagem para dentro dos seus pontos a serem melhorados.

Quando o arqueiro (a) se permite, deixa fluir pensamentos e emoções enquanto segura o arco e atira a flecha, pode entrar em contato com a sua unidade, com a sua mente em plenitude e experimentar o desapego em cada flecha que toca o alvo.

Já são muitos os estudos que comprovam que a prática da respiração conciliada a movimentos corporais equilibram as emoções, desenvolvem o autoconhecimento, a autoconfiança, permitem melhor controle dos pensamentos e diminuição do diálogo interno exagerado. Além da reformulação da noção de controle, a prática acrescenta a capacidade de tolerância e de desapego. Para o corpo, o tiro com arco fortalece e tonifica os músculos, equilibra a energia física, melhora a coordenação motora e ajuda a melhorar a postura.

Podemos dizer que a arqueria pode possibilitar o que hoje está sendo chamado de Mindfulness, se esta for a intenção de quem pratica, pois representa um convite à observação, a direcionar a atenção para a respiração, para as sensações, para a atenção plena ao corpo e a mente.

É uma forma eficaz de ganho de qualidade de vida. É exercitar o controle sobre nossas reações e escolhas, uma maneira de viver os desafios da vida baseada na aceitação de nossas experiências e não da reação da experiência em si.

Ao que tudo indica, a receita para uma vida mais saudável está na disciplina aliada à perseverança, uma volta a si mesmo no aqui e no agora. É com esse propósito que a Vedana – Arte e Flecha promove suas aulas e eventos. Percebemos cada vez mais que as pessoas podem iniciar esse movimento para dentro de si se utilizando de momentos em que elas param para desfrutar de sua própria companhia. Cada uma no seu tempo, respeitando o seu corpo e de acordo com suas expectativas.

Em nossas aulas e Workshops os participantes são sujeitos de sua aprendizagem acerca da prática. Cada um percebe as suas dificuldades e facilidades, observando as sensações que surgem a cada flecha.

Acreditamos no poder ancestral do arco, na força da ressignificação de cada flecha lançada no universo. É assim na vida e é assim na arqueria.

Quer conhecer mais o nosso trabalho, clique AQUI 

*Fontes: Wikipédia, página da Federação Brasileira de Tiro com Arco, Tiro com Arco – Portal Brasil, Página do Mindfulness Curitiba.

Daniele é sócia fundadora da Vedana-Arte e Flecha (juntamente com a arte-educadora Fernanda Viganó Friedemann), instrutora de tiro com arco, pedagoga, mãe de dois filhos e apaixonada pela língua alemã. No momento faz pós graduação em Programação Neurolinguística, trabalha como professora de crianças, ministra Workshops para grupos e empresas. Encontrou na arqueria uma forma de plantar os pés no chão e gostaria que cada vez mais pessoas pudessem passar por esta experiência. Daniele apaixonou-se  pelo arco e flecha na Alemanha e desde de 2015 trouxe a prática na modalidade intuitiva para o Brasil.

 

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Diga sim

Por Tati Verri

Dizer sim para o desafio, para a confiança, para os sonhos, para os riscos, para o mundo… o coisa difícil. O medo nos paralisa, é aquela guerra interior onde seu coração diz “vai nessa” e seu cérebro diz “você está louca”, sua família e amigos reforçando o lado inseguro, enfim, tudo joga contra quando você quer arriscar, quando quer sonhar, quando quer viver do seu jeito.

Antes mesmo de iniciarmos um projeto, uma viagem, um trabalho, ou seja lá o que, já colocamos travas em nós mesmas, já nos julgamos e julgamos o que está ao nosso redor. Desde as coisas simples até as mais complexas, nosso instinto é dizer não. Dizemos muito mais não do que sim para qualquer coisa, isso é mais do que cultural, é da nossa natureza, é nossa autodefesa, a primeira resposta sempre será não, “não faça isso”, “não confie nos outros”, “isso não vai dar certo”. O desafio é se perguntar “porque? ”. Por que não posso arriscar? Por que não posso confiar nas pessoas? Por que tenho que negar os meus desejos?

Fonte de Imagem: Google

Fonte de Imagem: Google

 

Aceite aquela ajuda que te ofereceram, que mal vai te fazer? Vá sim passar o final de semana sozinha na praia, se isso te faz bem, vá! Apenas comece a dizer sim para o que você acredita ser melhor para você. As coisas podem não sair como você planejou, mas mesmo assim você ganhou algo, você aprendeu algo novo. Quando cheguei em Curitiba surgiu a oportunidade de mudar de área, sair do mercado de comunicação, eu topei, disse meu primeiro sim para algo que jamais pensei, me aventurei e não foi como eu esperava, mas eu aprendi muito e isso me deu novos horizontes. No final do ano eu recebi a proposta de escrever para o blog, minha primeira reposta interna foi “melhor não, não sei fazer isso, eu não tenho sobre o que escrever”. Mas, respirei fundo e mais uma vez disse sim para algo novo. Semanas depois uma nova oportunidade, topa falar sobre planejamento, novamente aquele frio na barriga e sim, vamos tentar. Posso me descobrir em cada novo desafio ou não, mas o fato é que eu estou tentando, estou aprendendo a cada dia e isso já me basta.

Comece com pequenos grandes desafios, vire a chave, coloque o sim na sua vida, esqueça esse negócio de não sei fazer, não posso fazer, não posso mudar. Se livre de preconceitos, de estereótipos, de medos que só te bloqueiam. Não se mantenha fechada para as oportunidades, para as mãos estendidas, para você mesma. Dizer sim faz você aprender a viver, a conviver e a se aceitar como você é.

Não estou dizendo aqui que você tem que sair dizendo sim para tudo e se jogar no mundo, estou dizendo para você parar e se sentir, sinta suas emoções, sua alma, nosso sexto sentido dificilmente nos enganam. Olhe para dentro de você e escute o que seu coração tem para te falar, deixe de lado o pessimismo e o julgamento, se lá no fundo você acredita que é a coisa certa, diga sim a isso, você vai ver que você pode fazer muito mais do que imaginava.

Diga sim a você, a sua vida. O sim tem poder de te abrir portas, vai te mostrar um mundo infinitamente maior, vai te fazer crescer e evoluir. É como diz aquela música: “eu vi a vida se abrir para mim, quando eu disse sim”.

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Mulheres e a administração do tempo

Por Tereza Karam

É lenda? Ou nós mulheres conseguimos mesmo fazer várias coisas ao mesmo tempo.

Tá na boca do povo! Somos polivalentes, exercemos vários papéis e conseguimos “assobiar e chupar cana”. É para nos envaidecer, certo? Não tenho tanta certeza assim!

Minha caminhada como mulher, psicóloga e coach tem me mostrado que apesar de fazermos várias coisas ao mesmo tempo, a exaustão chega para nós tanto quanto para os homens. Os dados estatísticos da medicina, tem mostrado o surgimento de doenças antes eminentemente masculinas, transitando no universo feminino.

Será que fazemos muitas coisas ao mesmo tempo e somos chamadas de multitask ou multitarefas por teimosia? Porque queremos provar algo para alguém? Porque precisamos provar coisas para nós mesmas?

Na verdade, existe uma explicação científica para este comportamento que tem incomodado tanto os homens quando se comparam à nós.

Fonte da Imagem Pinterest

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Somos monotask como eles, e ficamos exaustas como eles, quando fazemos várias coisas ao mesmo tempo, mas nosso funcionamento cerebral é diferente na espessura do corpo caloso.

Vamos às explicações!

  • O corpo caloso faz a ligação entre os dois hemisférios cerebrais.
  • Na mulher ele é mais espesso, pois para de diminuir com a chegada da menstruação.
  • Por ser mais espesso, estabelece a comunicação mais rápida entre os dois hemisférios.
  • Um dos hemisférios é o responsável pelas funções psicológicas superiores: raciocínio lógico matemático, memória…
  • O outro é o hemisfério mais criativo.

Por conta desta morfologia, quando aparece algum problema ou quando somos estimuladas com muitas informações, acessamos os dois lados do cérebro – o mais racional e o mais criativo –  e achamos soluções mais rapidamente. Daí parecermos multitarefas, mas não somos. Precisamos tanto quanto os homens de FOCO.

Isto mesmo! Se você quer ser produtiva durante seu dia e chegar à noite feliz, precisa manter o FOCO. A melhor estratégia, é o planejamento das atividades utilizando seu fluxo de energia.

Período de maior disposição? Desligue-se do mundo e mantenha o foco naquilo que está fazendo sem interrupções.

Hora de relaxar? Desligue-se do mundo e curta seu momento!

Está interagindo socialmente? Conecte-se às pessoas!

Mas… apareceu uma urgência? Libere-se para acelerar as conexões sinápticas entre os dois hemisférios e mostre ao mundo a sua polivalência.

 

EM TEMPO:Quer fazer parte do workshop Tríade: Personalidade, Espaço e Tempo, então a hora é agora, inscreva-se aqui e garanta sua vaga: https://www.sympla.com.br/workshop-a-triade-personalidade-espaco-e-tempo__125409

 

 

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Numerologia Prática na sua vida empreendedora

Por Maria Letícia

Você já ouviu falar sobre numerologia, mas não sabe muito bem para que serve?

Já fez análise de mapa numerológico e quer aprofundar seu conhecimento sobre como aplicar a numerologia de acordo com suas principais vibrações e ciclos?

Este workshop foi desenvolvido para curiosos e entusiastas do tema, e abordará de forma vivencial a teoria da numerologia pitagórica. Na prática, sentiremos como cada uma das 9 vibrações podem ser incorporadas de forma simples e usual no seu dia a dia.

 

Fonte da Imagem: Maria Mundi

Fonte da Imagem: Maria Mundi

Será uma tarde de pouca fala e muita ludicidade.  Inclui apostila e materiais para as vivências.

Apenas 15 vagas para *INSCRIÇÕES ANTECIPADAS* até o dia 7 de abril às 14hrs.
Investimento: $260,00 (Inclui apostila e coffee)

LINK PARA INSCRIÇÃO: https://goo.gl/forms/8OZM2nrmf18z9HQw2

Para mais informações, podemos conversar por meio do email:  maria@mariamundi.com.br

Venha descomplicar a teoria e descobrir que a prática pode ser muito mais simples do que você imagina!

Sobre a facilitadora:  Maria Letícia é publicitária, coach, empreendedora e eterna entusiasta do autodesenvolvimento espiritual. Assumiu ha poucos dias a área de Comunicação e Marketing da Pastoral da Criança, com a missão de relançar a marca em 2018. Atuou durante 16 anos nas áreas de comunicação e marketing e nos últimos 3 anos se dedicou a projetos de impacto social. Hoje também empreende a MariaMundi,  onde faz ponte entre o mundo corporativo e o mundo holístico / espiritual. Vive a partir da crença de que o afeto é revolucionário, e aposta nele como projeto de vida.

Para isso, desenvolveu um coletivo de pessoas que levam para as organizações temas como inteligência do coração, coaching numerológico, comunicação afetuosa do coração, desenvolvimento do olhar afetivo por meio da fotografia, abertura do coração por meio da yoga, dança como expressão de si em harmonia com o outro, inclusão afetiva de PCDs, humanização, entre outros. A numerologia pitagórica entrou em sua vida em 2011, onde atua com análise de mapa numerológico desde então.

O workshop nasceu da percepção de que temas espiritualistas poderiam gerar maior impacto na vida das pessoas se forem abordados de forma simples e lúdica, trazendo para o dia a dia as teorias que nos acompanham ha milênios e que muitas vezes nos distanciam do que importa: viver no agora.

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Eu escolhi o Plano F. F de Feliz. F de Fluxer.

Por Alessandra Alkimin

Eu mudei a trajetória da minha vida aos 42 anos. E não me arrependo. De jeito nenhum. Eu tive peito e coragem pra mudar tudo: mudei de pessoas, mudei de lugar, mudei de atitude, mudei a maneira de ver o mundo. Aprendi a ser mais humilde. Não que eu não tenha sido humilde, mas precisava aprender mais sobre essa palavra transformadora. E realmente a humildade transforma. E aprendi que gratidão tem que ser (sim!) um mantra diário na vida da gente.

Durante muito tempo meus olhos estavam perdidos sem saber pra onde ir. Daí num belo dia a intuição me avisou que era hora de mudar. Era agora ou nunca. E decidi que ia mudar tudo. E consegui.

Pela primeira vez na vida parei de dar voltas ao redor de mim mesma. Por um momento me olhei no espelho. O que  vi ali foi a minha essência, o meu eu verdadeiro, o meu ponto doce piscando sem parar e me dizendo que essa Alessandra refletida bem ali na minha frente só queria ser feliz. Mas ainda havia resquícios de um ego que carreguei por anos. Um ego que alimentei a vida inteira tentando ser quem eu não era para qualquer um que cruzasse meu caminho. E esse ego por muitas vezes me jogou no chão, roubou incansavelmente o brilho dos meus olhos, me tirou pessoas e oportunidades incríveis e levou o que havia de melhor em mim: a humildade. E eu achava que estava linda na fita. Pobre de mim.

Foram tantas (e mais tantas!) micro revoluções que eu provoquei durante essa mudança que em determinado momento eu precisei (sim!) me equilibrar para não cair. Foi então que eu decidi me levantar em cada queda, em cada escorregão, em cada casca de banana que cruzasse meu caminho.

Me empoderei sabe. E isso me deu uma força absurda pra começar tudo de novo. Do zero. Pedrinha por pedrinha, me desapegando de tudo e todos, sobretudo do ego. E decidi que não ia mais correr atrás de ser a melhor e a mais bem sucedida em tudo. Eu quero sim correr atrás dos meus sonhos, das minhas vontades absurdas de inspirar pessoas e de inspirar a mim mesma. De ser feliz somente.

E eu vou tentando, dia após dia, aprendendo com a vida, com o novo caminho que escolhi seguir (área da Educação), com as pessoas, com as decepções, com as angústias, com as noites mal dormidas de tanto viajar nos meus sonhos e com tanta coisa que vem atravessando meu caminho. Parece exaustivo, mas está valendo muito a pena. Muito!

O que me motiva de verdade são as conexões incríveis que estão surgindo enquanto percorro minha jornada. Meu Deus! Gratidão por cada uma delas!

Fonte da Imagem: https://hype.idntimes.com

Fonte da Imagem: https://hype.idntimes.com

No auge dos meus 45 anos, eu estou apenas começando.Não quero a pressa e nem a ansiedade para seguir adiante. Só quero acreditar que eu posso tornar tudo mais leve e emocionante enquanto percorro a minha jornada.

E hoje, depois de um processo intenso e delirante de mudanças, conexões e sobrevivência, reconheço-me como parte de um novo movimento. É a geração Flux.

A geração Flux refere-se às pessoas com uma capacidade genuinamente criativa e de um savoir-faire* diante das mudanças.

Uma característica dessa geração (e que tem tudo a ver comigo) foi o fato de não ser classificada com base em sua data de nascimento. Opa! Isso é perfeito. Qualquer pessoa, como eu, você e todo mundo, pode fazer parte dessa geração: nós “fluxers” somos seres com uma pegada de extrema coragem e força pra sobreviver (sem qualquer medo) no meio do caos e da desordem.

Melhor dizendo, a geração flux é a que não tem medo das mudanças, já que decidiu adotar a inovação como regra. Em um mundo cada vez mais instável, a capacidade de se adaptar tornou-se imprescindível.

Os fluxers são pessoas que admiram a beleza das diferenças, daquilo que pode ser desconstruído, reinventado. Eles sabem que há muito trabalho a ser feito do zero; que olhar para as melhores práticas é apenas uma das formas de aprender, mas desconfiam do que já está “formatado”. Eles acreditam que não é possível continuar vivendo como sempre fizeram. É hora de mudar!

A definição vai de encontro a um comportamento desestruturado e não linear que diversas pessoas estão adotando em suas vidas (como eu!), motivadas principalmente pelo cenário caótico e mutante em que estão inseridos.

O que eles querem? Ser feliz e nada mais.

Felicidade não tem a ver com prazer sempre, mas é a toda hora ter a capacidade de ser identificado com uma vida doce, leve e rara.

E que o Plano F seja o recomeço de uma nova jornada, com uma vontade absurda de ser um “Fluxer Feliz”.

Já dizia Chico Xavier: “novas folhas, novas flores, na infinita benção do RECOMEÇO.”

#MeuPlanoF

#SejaFluxer

#CriatividadeParaTodos

(*habilidade de obter êxito, graças a um comportamento maleável, enérgico e inteligente; tino, tato)

 

 

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O preço psicológico do empreendedorismo

Por André Bartholomeu Fernandes 
Nota do editor: Este artigo ganhou o prêmio no 2014 Annual Awards Contest do Deadline Club, the New York City chapter of the Society of Professional Journalists.

Ninguém disse que construir uma empresa era fácil. Mas é hora de ser honesto sobre como isso pode ser brutal – e sobre o preço alto que os empreendedores pagam por isso

Por todos os aspectos, Bradley Smith é um empreendedor de sucesso inquestionável. Ele é CEO da Rescue One Financial, uma empresa de serviços financeiros na California que fechou o ano de 2012 com 32 milhões de dólares em vendas. A empresa de Smith cresceu mais de 1400% nos últimos 3 anos, estando na posição 310 da Inc. 500 desse ano. Dito isso, você não deve imaginar que, há exatos 5 anos atrás, Smith estava à beira da ruína financeira e do colapso mental. Em 2008 Smith estava trabalhando longas horas aconselhando clientes nervosos sobre como sair da dívida.

Mas o seu comportamento calmo e mascarado tinha um segredo: ele compartilhava de seus medos. Como seus clientes, Smith foi afundando em mais e mais dívidas. Ele estava bem perto do vermelho – em todos os sentidos. Eu estava ouvindo o quão deprimido e viciado meus clientes estavam, mas no fundo eu estava pensando comigo mesmo, eu tenho o dobro da dívida desse cara, lembra Smith.

Ele havia estourado a sua linha de crédito de 60 mil dólares. Ele havia vendido seu Rolex que havia comprado com o seu primeiro salário na sua carreira anterior de corretor. Ele se humilhou diante de seu pai, o homem que acreditava em máximas como, “dinheiro não dá em árvores” e “não se faz negócios com a família”, pedindo emprestado 10 mil dólares emprestado, valor que só recebeu após assinar uma promissória com juros de 5%.

Smith projetou otimismo aos seus co-fundadores e 10 funcionários, mas seus nervos estavam em frangalhos. Minha esposa e eu gostaríamos de dividir uma garrafa de vinho para o jantar, mas apenas nos entreolhamos lamentando tudo. Nós sabíamos que estávamos perto do abismo.

Em seguida, a pressão ficou ainda pior: o casal descobriu que estava esperando seu primeiro filho. Eles ficaram noites sem dormir, olhando para o teto. Smith acordava às 4h da manhã, preocupado, pensando sobre a situação e se perguntando quando é que as coisas iriam acontecer.

Após 8 meses de ansiedade constante, a empresa de Smith finalmente começou a ganhar dinheiro.

 

Fonte da Imagem: Meu Segredinho

Fonte da Imagem: Meu Segredinho

Para quem gosta de empreendedorismo, os empreendedores bem sucedidos têm status de herói em nossa cultura. Nós idolatramos Mark Zuckerberg e Elon Musk. E comemoramos o crescimento incrivelmente rápido das empresas na Inc. 500. Mas, muitos desses empreendedores, como Smith, carregam seus demônios secretos: antes de se tornarem grandes empreendedores, eles lutaram para superar esses momentos de ansiedade quase debilitante e desesperadores, em que tudo parecia desmoronar.

Até recentemente admitir esses sentimentos era um tabu. Em vez de mostrar a vulnerabilidade, os líderes têm praticado o que os psiquiatras chamam de gerenciamento de impressão, ou o ‘minta até conseguir – fake it till you make it‘. Toby Thomas, CEO do EnSite Solutions, empresa 188 na Inc. 500, explica o fenômeno com sua analogia favorita: um homem cavalgando em um leão.

As pessoas olham para ele e pensam: esse cara realmente tem colhão. Ele é corajoso. Mas o homem montado em um leão está pensando: como diabos eu vim parar em cima de um leão, como eu faço para evitar ser devorado?

É como um homem cavalgando num leão. As pessoas pensam: “Esse cara é corajoso”. E ele está pensando: “Como eu vim parar em cima de um leão e como eu faço para ele não me devorar? “ Nem todo mundo que caminha pela escuridão passa por ela. Em janeiro, o conhecido fundador do e-commerce Ecomom tirou sua própria vida. Sua morte abalou a comunidade startup. Ela também reacendeu a discussão sobre empreendedorismo e saúde mental, que começou há 2 anos após o suicídio de Ilya Zhitomirskiy, de 22 anos, co-fundador da Diaspora, uma rede social.

Ultimamente mais empreendedores começaram a falar sobre suas lutas internas na tentativa de combater o estigma sobre a depressão e a ansiedade que faz com que seja difícil para os doentes procurar ajuda.

Em um post profundamente pessoal chamado “When Death Feels Like a Good Option”, Ben Huh, CEO ds site de humor Cheezburguer escreveu sobre seus pensamentos suicidas após o fracasso de uma startup em 2001.

Sean Percival, ex-vice-presidente do MySpace e co-fundador da startup de roupas para crianças Wittlebee, escreveu um post chamado, “When It’s Not All Good, Ask for Help”, em seu site.

Eu estava a beira do abismo e quase desisti de tudo no ano passado por conta da depressão e da pressão sobre negócio. Se você está prestes a desistir, por favor contate-me.

Eu estava a beira do abismo e quase desisti de tudo por conta da pressão sobre meu negócio. CLICK TO TWEET
Brad Feld, diretor executivo do Foundry Group, começou a blogar em outubro sobre o seu mais recente episódio de depressão. O problema não é novo – o capitalista de risco proeminente lutou com transtornos de humor durante toda a sua vida adulta.

Mas então vieram os e-mails. Centenas desses e-mails. Muitos eram de empreendedores que também lutaram com a ansiedade e com o desespero.

Se você visse a lista de nomes, seria uma grande surpresa. Eles são pessoas muito bem-sucedidas, muito carismáticas e cheias de visibilidade. Mas ele têm lutado em silêncio. Há uma sensação de que eles não podem falar sobre isso, que é uma fraqueza ou vergonha. Deixar a coisa escondida e presa, torna tudo pior.

Se você é empreendedor, tudo isso pode acabar soando familiar pra você. É um trabalho estressante que pode criar turbulência emocional. Para começar há o grande risco do fracasso.

A estatística afirma que, 3 em cada 4 startups fracassam, de acordo com uma pesquisa feita por Shikhar Ghosh, um professor da Harvard Business School. Ghosh também constatou que mais de 95% das startups ficam aquém de suas projeções iniciais.

Os empreendedores muitas vezes conciliam muitos papéis e enfrentam inúmeros contratempos: clientes perdidos, disputas com parceiros, aumento da concorrência, problemas de pessoal, etc., tudo ao mesmo tempo. Para complicar as coisas, os novos empreendedores muitas vezes tornam-se menos resistentes por negligenciar a sua saúde. Eles comem demais ou muito pouco. Eles não dormem o suficiente.

Por isso não deve ser nenhuma surpresa o fato de empreendedores experimentarem mais ansiedade do que seus empregados.

Na última Gallup-Healthways Well-Being Index, 34% dos empreendedores se declararam preocupados, 4 pontos a mais do que os outros trabalhadores. E 45% dos empreendedores disseram que estavam estressados, 3 pontos a mais do que os outros trabalhadores.

Mas, pode ser muito mais do que apenas um trabalho estressante que empurra os empreendedores para o abismo. Segundo pesquisadores, muitos empreendedores compartilham traços de caráter inato que os tornam mais vulneráveis às oscilações de humor.

As pessoas que tem esse lado cheio de energia, motivado e criativo são mais prováveis de se tornarem empreendedoras e mais propensas também a terem estados emocionais fortes.

Esses estados podem incluir depressão, desespero, desesperança, sensação de inutilidade, perda de motivação e pensamento suicida.

O fracasso pode despertar pensamento suicida nos empreendedores.

Os empreendedores são vulneráveis para o lado negro da obsessão, sugerem os pesquisadores da Swinburre University of Technology in Melbourne, na Austrália. Eles realizaram entrevistas com fundadores de um estudo sobre a paixão empreendedora. Os pesquisadores descobriram que muitos empreendedores tinham sinais de obsessão clínica, incluindo forte sentimento de angústia e ansiedade.

John Gartner, psicólogo que leciona na Johns Hopkins Medical School reforça essa mensagem. Em seu livro, “The Edge Hypomanic: The Link Between (a Little) Craziness and (a Lot of) Success in America, Gartner afirma que um temperamento muitas vezes negligenciado pode ser responsável tanto por alguns pontos fortes dos empreendedores como por pontos fracos.

Não importa o seu perfil psicológico, grandes problemas no seu negócio podem abatê-lo. CLICK TO TWEET
Mark Woeppel, fundador da Pinnacle Strategies, uma empresa de consultoria de gestão de 1992. Em 2009, o telefone simplesmente parou de tocar. Por conta da crise financeira global, seus clientes estavam de repente mais preocupados com a sobrevivência do que em aumentar a produção.

Suas vendas despencaram 75%. Woeppel demitiu seus funcionários. Em pouco tempo, ele havia exaurido seus bens: carros, jóias, tudo que tinha. Sua confiança foi diminuindo também.

Como CEO você tem essa autoimagem de que é o senhor do universo. Aí, de repente, você simplesmente deixa de ser.

Woeppel parou de sair de casa. Ansioso e com pouca autoestima, ele começou a comer muito e engordou 50 quilos. Às vezes ele procurava um alívio temporário em um antigo hobby: tocar guitarra. Trancado em um quarto, ele tocava Steve Ray Vaughan e Chet Atkins.

Por isso tudo, ele continuou trabalhando no desenvolvimento de novos serviços. Em 2010, os clientes começaram a voltar. A Pinnacle fechou o seu maior contrato com uma fabricante aeroespacial, com base em um whitepaper que Woeppel havia escrito durante a sua crise.

Ano passado, a receita da Pinnacle atingiu 7 milhões de dólares. As vendas cresceram mais de 5000% desde 2009 e a empresa ganhou destaque esse ano ficando em 57º lugar na lista da INC. 500. Woeppel diz que agora é mais resistente, por conta da maturidade adquirida em tempos difíceis. Eu costumava pensar que eu era o meu trabalho. Mas aí você fracassa. E, descobre que seus filhos ainda te amam. Que sua esposa ainda te ama. Seu cão ainda te ama.

Alguns ferimentos da jornada empreendedora não cicatrizam facilmente.

Esse foi o caso de John Pope, diretor executivo da WellDog, empresa de tecnologia e energia. Em dezembro de 2002, Pope tinha exatamente 8 dólares em sua conta no banco.

Ele estava 90 dias atrasado na parcela de seu carro, 75 dias atrasado no pagamento de sua hipoteca. A Receita Federal entrou com uma execução contra ele. Seu telefone celular e TV acabo tinham sido desligados. Em menos de 1 semana a empresa de gás natural iria suspender o serviço na casa que vivia com sua esposa e filhas.

A sua empresa estava esperando uma transferência bancária da Shell, um investidor estratégico que, depois de meses de negociação terminou com um contrato de 380 páginas assinado. Então Pope esperou.

Desde então a WellDog decolou. Nos últimos 3 anos, as vendas cresceram mais de 3700%, passando para uma receita de 8 milhões de dólares, colocando a empresa na posição 89 na Inc. 500. Mas o resíduo emocional dos anos de tumulto ainda perdura.

Há sempre aquela sensação de estar sobrecarregado, de que não podemos relaxar nunca. Você acaba com um grave problema de confiança. Você sente que toda vez que construir a sua segurança, algo vem e leva embora.
Embora o caminho empreendedor seja sempre um caminho selvagem, cheio de altos e baixos, há coisas que os empreendedores podem fazer para ajudar a manter suas vidas fora de uma espiral fora de controle. Quando se trata de combater a depressão, o relacionamento com amigos e familiares podem ser armas poderosas. E, não deve se ter medo de pedir ajuda.

Freeman também aconselha que os empreendedores devem limitar a sua posição financeira. Quando se trata de avaliação de risco, os pontos cegos dos empreendedores muitas vezes são grandes o suficiente para causar prejuízo. As consequências podem agitar não apenas a conta bancária, mas também os níveis de estresse. Portanto, defina um limite para o quanto de seu próprio dinheiro você está preparado para investir.

A capacidade de reformular o fracasso e a perda podem ajudar os líderes a manter uma boa saúde mental. Em vez de dizer a si mesmo eu fracassei, o meu negócio fracassou e, eu sou um perdedor, olhe sob uma perspectiva diferente. Quem não arrisca, não petisca. A vida é um constante processo de tentativa e erro. Não exagere seus sentimentos.

Por último esteja aberto sobre seus sentimentos. Máscaras não ajudam as suas emoções. Quando você está disposto a ser emocionalmente honesto, você pode se conectar mais profundamente com as pessoas ao seu redor.

Este artigo foi adaptado do original, “The Psychological Price of Entrepreneurship”, da Inc.

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