Mudanças são necessárias para nosso crescimento pessoal e profissional

Por Lênia Luz

E a gente planeja, organiza, sonha e vem a vida e diz: ” Pode parar tudo, que eu tenho novidades para você!”  

Começo o mês de maio compartilhando 3 histórias que me levaram a mudanças, que não estavam no meu planejamento pessoal e profissional.

Cena 1: Sou comunicada que teremos que mudar de endereço comercial, em um espaço que estou há quase 3 anos e o prazo é de 2 meses para a mudança. UAU! Mas como assim? Estava tudo certo para seguirmos até dezembro. Bateu aquele desconforto e uma ansiedade monstra, pois estava tudo planejado, alinhado e de repente BUM, mudou tudo.

Cena 2: Iniciei um processo de atividade física desde novembro do ano passado, mas que estava dando conta este ano, através do grupo Corre Guria. Estava no começo de março correndo 3km e me sentindo uma “atleta” com o feito. Vejam meu post compartilhando esta pROSA, aqui. Porém comecei a sentir um mal estar corporal, como que se fosse sempre gripar ou como se estivesse em uma TPM contínua, com dores no corpo e muito suor, fora das atividades físicas. Pois bem, fui ao médico e depois de uma bateria de exames e com resultados todos alterados, me vi com o diagnóstico de uma tireoidite que está agora sendo observada e tratada. E por hora, proibida de correr.

Cena 3: Daniel, meu filho, saindo de casa. Um desejo dele compartilhado há 2 anos atrás em uma conversa familiar, e os 2 anos passaram e ele VOOU. Super apoiei, orientei, acolhi. Mas o dia oficial da saída, desabei. Sim, sou humana e sou mãe.

 

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Fonte da Imagem: Alexsandra Manchini

Lições aprendidas nestas 3 situações:

Cena 1: Viva o planejamento! Pois sem ele, em uma hora como esta, seria muito mais difícil me reorganizar. O que vai mudar com esta alteração de percurso? A agenda e o endereço, mas não o objetivo traçado a partir do planejamento feito em outubro do ano passado.  Não sou a favor de ficarmos escravos de um planejamento, mas se temos um, sustos e alterações como estes são amparados pelo mesmo, dando maior chance de acertos do que de erros. Que venha a mudança! ( em breve comunicaremos nosso novo endereço)

Cena 2:. Não faça atividades físicas antes de fazer seus exames médicos. Não se deixe em segundo plano, para não ir mais cedo do que queira, para um “outro plano”.  Cuidar de minha energia é essencial para meu empreender. Hora de retomar as minhas prioridades e por fim é preciso saber viver .

Cena 3:  Foram dias de organização e reorganização interna e externa, para ele e para mim. Aquela sensação de ” parece que foi ontem que ele nasceu” e foi mesmo. Vivemos um mundo de coisas juntos, aprendemos e ensinamos um ao outro. Crescemos como mãe e filho. Como seres humanos aprendemos com nossas diferenças, extraímos o nosso melhor para que nossa relação fosse sempre pautada na transparência. Mas os filhos são criados para terem seu vôo solo e ele saiu para o dele. Deixou no nosso ninho um tantinho da ausência, mas um tantão de sua alegria amorosa sempre presente.  Entreguei ao mundo um homem do bem, de coração puro, cabeça boa, alegria contagiante, comprometimento consigo e com os outros, amigo para todas as horas, empático com a humanidade, solidário e que lava uma louça como ninguém. A dor sentida, dele e minha, é a dor do crescimento. Ele cresce com este novo passo e eu cresço também. 

E você? Quais lições tem tirado das mudanças que tem aparecido em seu caminho? Está por aí lamentando ou fazendo algo positivo com estas surpresas que a vida nos reserva?

No próximo dia 12/05 celebro 6 anos do Empreendedorismo Rosa, e nestes anos vivi inúmeras mudanças. Elas forjaram meu caráter, minha maneira de encarar a vida empreendedora e a minha própria vida. Mudar dói, mas é uma dor necessária para que novas e boas coisas surjam nesta caminhada linda que é a vida.

Deixo um presentinho para você, que nos acompanha. Baixe nosso EBOOK , Viver e Empreender para te inspirar e fortalecer em suas escolhas Acesse: http://pinkmentoring.com.br/

Desejo a você que me lê, um MAIO repleto de conquistas e se as mudanças te surpreenderem, faça delas uma virada positiva para seu fazer acontecer.

Feliz MAIO!

 

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Vamos dar o próximo passo?

Por Janaina Barros

 

Em 20 de março começou o outono. O sol começa a se por mais cedo, os dias vão ficando mais curtos e mais frescos, folhas caem das árvores, pássaros e animais mudam de comportamento. As mudanças são inevitáveis: na natureza e nas nossas vidas.

Passamos por muitas transformações, mudanças ao longo da vida, físicas, psicológicas, emocionais. De crianças a adolescentes, depois adultos, idosos, com todas as dores e amores que temos direito. Saímos crianças, às vezes bebês, do recesso do lar para creches e escolinhas, onde permanecemos um tempo com poucos coleguinhas, e professores ou cuidadores nos tratam de modo mais próximo. Quando nos acomodamos à situação, temos que nos adaptar em uma escola maior, pois chega a época do ensino fundamental. Mudamos de turno na escola quando crescemos, mudamos de professores, de amigos e colegas. Às vezes novamente de escola quando chegamos ao ensino médio, e também muitos de nossos amigos. Idem na faculdade. Mudamos de casas, de cidades, de empregos. Namoros, casamentos, divórcios. Ganhos e perdas. Tecnofobia, por dificuldade de adaptação às novas tecnologias.

Escolher algo é abrir mão de outras opções. Circunstâncias em que há perdas inicialmente podem nos tiram o chão, mas também podem abrir espaço em nossas vidas para uma variedade de opções que podemos ou não perceber e acolher. Oportunidades melhores podem surgir e não receber de nós a atenção devida. O novo pode ser assustador. É o cavalo encilhado que passa: podemos montar e tomar as rédeas, ou não. Mas modificações, sempre acontecem queiramos, ou não.

Fonte da Imagem: Alessandra Manchini

Fonte da Imagem: Alessandra Manchini

Nem sempre conseguimos passar facilmente por estas situações, muitas vezes estressantes. Temos de nos adaptar, é o que nos exigem a sociedade, as pessoas de nosso convívio, as relações e ambientes profissionais. Situações felizes podem gerar estresse, mas a adaptação é geralmente mais fácil. Mudanças exigidas por eventos que trazem perdas, por outro lado são mais difíceis de aceitar e acompanhar, além do estresse pode trazer tristeza, depressão, resistência.

A resistência às transformações gera mais dor. E neste momento podemos buscar a força para a mudança na aromaterapia e na terapia floral. O uso do óleo essencial de lavanda ajuda a amenizar o estresse, acalma a mente, pacifica o coração, para que possamos nos sentir mais confiantes em relação às mudanças. O óleo essencial de melaleuca contribui para nossa transformação, auxiliando para que vejamos o cenário de oportunidades que nos espera logo ali, depois do próximo passo. Basta que não fiquemos parados resistindo, engessados pelo medo da mudança.

No sistema floral Bush Australiano, a Bauhinia é uma essência que trabalha as qualidades de flexibilidade e adaptação ao novo, podendo ser associada a outras essências em uma fórmula floral personalizada às necessidades individuais. As terapias complementares podem te ajudar a visualizar e aceitar estas possibilidades e se transformar de modo mais suave.

Vamos dar o próximo passo?

 

 

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O bullying que persegue nossas singulares manifestações femininas

Por Janaina Barros

 

“– Papaaaaaiiiii, vem vê televisão!”  Um chamado insistente vindo do berço. Eu, por volta dos 3 anos chamava o pai ao ouvir a vinheta do Jornal Nacional. Aprendi a assistir as notícias sobre política, com a mesma atenção que prestava aos desenhos, dos Flintstones aos Jetsons e as novelas. Lembro que em 1984, Diretas Já era um assunto muito presente nas TV’s. Vi Tancredo Neves, o Coração de Estudante, ser eleito em 1985, e falecer poucos meses depois. Então com 12 anos senti que política e simpatia andavam de mãos dadas: ganhou o que me pareceu mais simpático. Não entendia o funcionamento da política, mas de tão entusiasmada, pensei: “Quando eu crescer… Acho que quero ser presidente!”

Naquele mesmo ano, tivemos eleições para a direção da escola, e a política chegou mais perto de mim. O diretor da época, enviado pela Secretaria de Educação para assumir o final da gestão anterior trouxe segurança e ordem à escola, e tentava ser eleito para dar continuidade ao trabalho. Realmente, sob sua direção, passamos a ter policiamento nas proximidades, e foi possível estudar com tranquilidade. Fez da escola, um lugar seguro para estudar. O outro candidato era um professor que já trabalhava lá há alguns anos.

 

Fonte da Imagem: Lauren Jauregui - Pare de intimidar

Fonte da Imagem: Lauren Jauregui – Pare de intimidar

Na turma de 6ª série, tínhamos aula com este professor-candidato. Com sua autoridade em sala, influenciava todos os alunos (ao menos da minha turma) pela proximidade que a posição traz. Todos? Não. Menos eu. O professor perguntava em sala aos alunos, em quem seus pais votariam neste momento fui metralhada por trinta pares de olhos, além das manifestações de reprovação ao contar que meus pais votariam no atual diretor. Para mim, se política e simpatia andavam juntas, o diretor em exercício ganhava de longe. Ele era um misto de Sidney Poitier com Morgan Freeman. Além de simpático, era aos meus olhos inteligente e elegante. Em casa decidimos por apoiá-lo. E como falar não era meu forte desde os 6 anos, produzi um cartaz em apoio ao meu candidato. Pedi autorização na secretaria para colar no local próprio, e quando ia fazer, para minha surpresa meus colegas de turma estavam às minhas costas, me sufocando para tirar da parede minha manifestação política. Ameaçavam me bater ali mesmo.

Fui salva pelo diretor que foi verificar o motivo do tumulto e deu uma lição de democracia e tolerância a todos nós. Meu cartaz ficou pelo tempo da campanha: não foi tirado, nem destruído. Ele mesmo iria verificar todos os dias, prometeu o diretor. Meus colegas e o professor não podiam mais me ameaçar, me senti protegida dentro e fora da escola, sendo acompanhada até em casa para não apanhar na rua com a “tchurma” no meu encalço, querendo me “pegar na esquina”. Mas a proteção não impedia os olhares de raiva e deboche dentro da sala, inclusive do meu professor, que perdeu a eleição. Para piorar a situação, ao final do ano quando da entrega de notas, tive que ouvir um discurso do professor, perante meus colegas, que nunca atribuía nota 10 para ninguém. Segundo ele o 10 era apenas para o professor, e até aquele ano, só tinha atribuído 2 notas 10. A primeira por inexperiência no começo da carreira. A segunda foi a minha: não pode descontar pontuação. Senti-me muito mal, minha nota 10 tinha gosto de zero.

Medo, mal estar, sensação de insegurança, ameaças explícitas ou veladas. Bullying. Não dava vontade de ir para a escola. Mas por sorte contei logo aos meus pais o que acontecia e pude sentir a segurança de sua proteção. Assim, não desenvolvi problemas psicológicos mais graves. O pai me levava, e uma prima mais velha que estudava na mesma escola, me acompanhava até em casa. No ano seguinte, mudei de escola e me afastei de manifestações políticas. Ou quase…

Refletir sobre estas lembranças me faz pensar nas crianças e adolescentes que passam por situações como esta todos os dias. Casos de Bullying podem ser tratados com terapia floral, tanto para o agressor, como para a vítima. Como terapeuta, avalio que essências florais como a Embaúba e Chapéu de Sol, ambas do Sistema Saint Germain, auxiliam a vítima de Bullying a superar as mágoas, a se reerguer de humilhações, seguir com a vida e superar o medo de ser vítima de novas ameaças, agressões ou ofensas. O terapeuta floral saberá indicar outras essências necessárias para associar a estas conforme casos individualmente analisados.

 

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Processo de superação: Minha Voz e Minha Vez

Por Janaína Barros

Lendo o livro “Faça Acontecer”, da Sheryl Sandberg, para uma Leitura com pRosa, lembrei de fatos esquecidos da minha infância. Lembranças de como perdi minha espontaneidade, criei uma barreira interna e deixei de me expor. Sou de observar muito e falar pouco. Gosto de ouvir. Mas dizem meus pais que eu era espontânea, mais falante e sempre dei minhas opiniões. Até os quatro anos e meio fui filha única. Nessa época fui alfabetizada em casa, por minha mãe que ainda não era professora formada. Cresci entre adultos, e na maior parte do tempo conversando só com adultos. Lendo tudo o que me caia nas mãos e fazendo contas simples, aos 6 anos ingressei na pré-escola, como era chamada na década de 1970.

A orientação de casa era para não falar e não aceitar doces ou balas de estranhos. Por ser novidade conviver com outras crianças e uma professora ainda “estranha”, eu falava menos que o de costume. Mas certa vez, por um sussurro eu e um colega fomos punidos por trocar conversas no momento em que era para fazer silêncio. Se não ouvimos, é porque estávamos com os ouvidos sujos, segundo a professora. Supervisionado, o menino foi primeiro a ser castigado. Eu, no entanto, mesmo envergonhada por ser castigada, cumpri sozinha minha sentença. Voltei para a sala, e tive que retornar acompanhada, para cumprir o castigo pela segunda vez. A professora não acreditou em mim. Aprendi duras lições nesse dia: falar sem permissão é passível de punição, minha palavra não valia nada sem testemunha, e para cumprir uma punição era necessário o carrasco. Lições fortes para uma criança daquela época.

Lean In Leitura com pROSA

Outro momento relembrado foi minha autopromoção. Conversando com uma menina que era minha vizinha e com minha mãe que nos buscava na escola, a ouvi contar sobre o que aprendia na quarta série primária, hoje 5º ano do ensino fundamental. Eu queria o que ela aprendia. Não apenas desenhar e ouvir a professora ler histórias. Eu sabia ler, e podia ler sozinha! Decidida a aprender, combinamos a travessura. Estratégia pronta, parti para a execução: fugi para a 4ª série. Em algum momento pedia para ir ao banheiro. Disfarçava uns minutos, batia à porta da sala dela. Não lembro que motivo eu dei, mas por alguma razão a professora me permitiu ficar sentada ao lado da menina. Ao final da aula, recuperava minha lancheira antes de ir para casa. Repeti a travessura algumas vezes, faceira pelo meu grande feito. Não lembro quanto durou a aventura. Mas lembro de quando a zeladora bateu à porta da 4ª série e me encontrou. Com jeito, ela descobriu o motivo e contou para minha professora. Desta vez, sem punição. Chamaram mamãe e aí a escola descobriu que eu estava adiantada. Uns 2 anos à frente da minha turma. Para eu não fugir, tentaram tornar as aulas mais atraentes. Mas, com 6 anos, eu tinha um currículo a cumprir. Passei a ter atividades diferenciadas, mantendo o conhecimento já adquirido. Entendi que a escola me oferecia algum aprendizado, mas com limites. Rebelde, mantive minha própria velocidade no desenvolvimento intelectual, sempre buscando aprender o que me interessava, mesmo fora do currículo escolar da minha faixa etária. Ah, se naquela época eu tivesse computador e internet!

Aos 6 anos perdi muito da espontaneidade para falar. Passei a ter medo de me expor: fazer leitura em voz alta, provas orais, apresentações na escola. Anos depois, como professora, falava tranquilamente com as crianças. Meu problema era com adultos. Nas aulas de teatro da faculdade de arte, mesmo com ansiedade e sofrimento aprendi a vestir uma personagem para falar em público. Depois da faculdade de Direito, com o coração pulsando em meu cérebro, e em pânico, tive muita dificuldade em entrevistas de emprego. Na carreira de advogada autônoma, para encarar as primeiras audiências, usei novamente minha personagem.

Sei que a professora teve boa intenção ao nos ensinar o respeito à fala do outro e do adulto. Acredito que não guardei mágoa disto. Mas, o estrago em minha autoconfiança foi feito. Após muita terapia realizada, quando já advogada e em transição profissional, redescobri minha voz e minha vez, mesmo sem lembrar a origem do problema. Agora sei que tenho muitas opiniões e contribuições a dar, e pessoas que querem ouvir.

Hoje, como terapeuta (aromaterapeuta, terapeuta floral e outras técnicas associadas), com o conhecimento adquirido, o aroma que utilizaria para tratar alguém com esta dificuldade, seria o óleo essencial de Hortelã pimenta.  Este óleo essencial auxilia na comunicação e espontaneidade, como também ajuda a lidar com a timidez e o desamparo que o fato de ser desacreditada pode trazer.

Sempre é tempo de olhar para nosso história, seguir em frente e fazer nossa VOZ valer!

Em tempo: Janaína Barros estará na Pausa podeROSA – Especial Mês da Mulher compartilhando sobre auto cuidado e auto estima. Inscreva-se aqui: https://www.sympla.com.br/pausa-poderosa—especial-mes-da-mulher__246120

 

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Nós apoiamos o Novembro Azul – Mês do bigode!

Novembro Azul quer alertar os homens sobre os cuidados com sua saúde.

Fonte da imagem: Projeto Ilumina

O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa remete à cor do laço que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. A inciativa começou nos Estados Unidos, com ações isoladas referentes ao câncer de mama e mamografia no mês de outubro. Posteriormente, houve a aprovação do Congresso Americano que tornou outubro o mês americano de prevenção do câncer de mama.

A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade.

A ação de iluminar de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros e etc surgiu posteriormente como uma forma prática para que o Outubro Rosa tivesse uma expansão cada vez mais abrangente para a população e que, principalmente, pudesse ser replicada em qualquer lugar, bastando apenas adequar a iluminação já existente. A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo de forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos em torno da causa. Isso faz que a iluminação em rosa assuma importante papel, pois tornou-se uma leitura visual, compreendida em qualquer lugar no mundo.

Após o Outubro Rosa, mais um importante passo inicia pela prevenção. O foco passa a ser contra o câncer de próstata. Seguindo exemplo, o Novembro Azul integra a programação mundial para conscientizar o sexo masculino nos aspectos da prevenção da doença. Em menos de 30 anos, a taxa de mortalidade nos homens brasileiros por câncer de próstata aumentou mais de 95% e é o segundo câncer mais comum entre os homens, sendo o primeiro o de pele não melanoma. Conforme o Ministério da Saúde, são mais de 50 mil casos novos todo ano, com o número de mortes ultrapassando os 12 mil registros. O mês ainda tem um reforço nessa luta: 17 de novembro é o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Próstata.

Se o Outubro Rosa remete à cor do laço que simboliza, internacionalmente, a ação é contra o câncer de mama, no Novembro Azul, o bigode entra em cena. A fundação Movember promove um evento para conscientização e arrecadação de fundos para a luta contra o câncer de próstata e outras doenças masculinas. O nome da entidade é uma brincadeira com as palavras “moustache” ou “mo”, “bigode” em inglês, e o nome do mês.

FAÇA PARTE DESTA CAMPANHA!

Imprima o bigode abaixo, tire uma foto e envie para gente que potaremos em nossa página no Facebook. Vamos divulgar essa ideia?

Fonte da imagem: Empreendedorismo Rosa

O evento aconteceu pela primeira vez em 1999 na Austrália. A fundação existe desde 2004 e hoje conta com a adesão de instituições nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Dinamarca, Espanha e Grécia, entre outros países.

A iluminação rosa em monumentos, prédios públicos, pontes, teatros e etc durante o mês voltado à prevenção feminina volta para o Novembro Azul, apenas com a mudança na cor. O objetivo é facilitar uma leitura visual, compreendida em qualquer lugar no mundo.

 

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Hoje o dia é das crianças e a reflexão é nossa!

Por Lênia Luz

Buscando algo inspirador para a comemoração do Dia das Crianças, encontrei um texto maravilho de meu escritor preferido, Rubem Alves. Tive a grata alegria de conhecer em Campinas o Café Bistro Rubem Alves .

Quando lá cheguei parecia uma criança que acabaram de ganhar o brinquedo tão sonhado. Sim, estava em um espaço que me remeteu a memórias, sentimentos, aprendizagens e muitas emoções advindas das leituras feitas de seus livros e de momentos que pude escutar a sabedoria deste grande mestre ao vivo e a cores. Assim se comportam as crianças que ainda vivem em nós, quando são despertadas por algo que as emociona, não se importam com o “MICO ou KING KONG”, simplesmente vão lá e se divertem.

E é nesta vibe das boas emoções que compartilho o texto que segue abaixo.

 

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“…O melhor de tudo são as crianças…” Rubem Alves

“Convidaram-me a participar de um congresso sobre educação, na Itália. Fui. Esperava que fosse igual aos muitos congressos de que já participei: conferencistas famosos, pedagogos, filósofos, professores, educadores, políticos, todos explicando teorias sobre a educação. Assim é porque aqueles que comparecem a congressos são sempre adultos. Mas uma surpresa me aguardava: o congresso estava cheio de crianças. Se são as crianças que vão ser objetos da educação é absurdo pensar sobre o que se vai fazer com elas sem que elas sejam ouvidas. Lá estavam elas, misturadas com os adultos. Fiquei com inveja delas e saudades do meu tempo de criança. Fiquei fascinado pela oficina para se fazer brinquedos, com serras, martelos, morsas, alicates, papéis, barbante, cola, carretéis, elásticos, madeira, etc. Aí vi que as crianças de qualquer parte do mundo podem se entender porque os brinquedos, como a música, são uma linguagem universal que não necessita de palavras. Os jogadores de xadrez jogam xadrez mesmo se falam línguas diferentes. Crianças de países diferentes podem, juntas, armar quebra-cabeças, jogar pião, empinar pipas, pular corda…

Eu não falo italiano. Estava lá, andando invejoso entre os meninos. Aí um jovem, vendo meu sorriso de inveja, sem dizer uma palavra, veio empurrando um carrinho de rolemã e simplesmente me fez um gesto. Assentei-me no carrinho e lá fui eu, empurrado pelo jovem, correndo como se fosse piloto de fórmula 1, rindo de felicidade. E percebi que andar num carrinho de rolemã me dá mais prazer que guiar automóvel. Quando guio um automóvel sou adulto. Quando ando de carrinho de rolemã sou criança. Só tive uma reclamação a fazer: é que os carrinhos de rolemã são feitos para crianças – o que revela um miserável preconceito. Por que não carrinhos de rolemã tamanho adulto? Por acaso os adultos não têm direitos? Por acaso eles estão proibidos de entrar no mundo das crianças? E não se fala tanto em “inclusão”? Eu quero ser incluído no mundo das crianças. Exijo os meus direitos. Pena que lá não houvesse balanços, um dos meus brinquedos favoritos. Balanços, pra existir, precisam de árvores grandes com galhos fortes ou armações de madeira. E lá não havia nem uma coisa nem outra. É impossível balançar sem se sentir leve e com vontade de rir. Balanço é terapia contra depressão. Lembrei-me do que disse Nietzsche: o Diabo nos faz graves, solenes, pesados; faz-nos afundar. Deus, ao contrário, dá leveza e nos faz flutuar. Concluo, então, que o balanço é um brinquedo divino, por aquilo que ele faz com a gente. Balançar num balanço é um forma de rezar, de estar em comunhão com Deus.
Os brinquedos dão prazer. Os brinquedos fazem pensar. Quer ver? Você sabe que, sem ter ninguém que o empurre, você pode fazer o balanço balançar alto, até fazer o pé tocar na folha do galho, pela simples alternância da posição das pernas, prá frente e prá trás. Eu lhe pergunto então: por que é que essa alternância na posição das pernas, sem encostar em nada, produz o movimento do balanço? E o ioiô? Participei de um congresso sobre brinquedos, na Bahia. Havia uma infinidade de brinquedos em exposição. De alguns, apenas as fotografias. Como, por exemplo, pipas do tamanho de uma casa, pesando quinhentos quilos. E a fotografia de um mosaico grego, de antes de Cristo. Pois nesse mosaico aparecia um grego jogando ioiô! Nunca imaginei que os ioiôs fossem tão antigos! Pergunto: o que é que faz com que o ioiô vá para baixo e para cima? E que dizer dos quebra-cabeças? Quantas funções intelectuais altamente abstratas entram em jogo enquanto se monta um quebra-cabeças! E as bolhas de sabão! Me explique, por favor: por que é que elas são tão redondinhas? Quem joga sinuca aprende, intuitivamente, as leis da composição de forças. E os piões: por que é que se equilibram sobre um prego?

Lá no congresso na Itália parei diante de um quebra-cabeças, dois pregos entrelaçados que, se se pensar bem, podem ser separados. Fiquei longos minutos lutando com os ditos pregos. E pensei: Que coisa mais estranha! Não vou ganhar nada se conseguir separar os dois pregos. O que é que faz que eu esteja aqui, perdendo o tempo e quebrando a cabeça? A resposta é simples: pelo desafio. Todo brinquedo bom é UM desafio. E isso nada tem a ver com esses brinquedos eletrônicos comprados, em que não se usa a inteligência mas apenas o dedo para apertar um botão. Brinquedo bom tem de ser desafio. Brinquedo bom tem de fazer pensar.

É possível que você tenha comprado brinquedos para os seus filhos. Mas sugiro que aquilo que seu filho ou filha mais deseja é ter você como companheiro de brinquedo. Não me esqueço da imagem triste de um pai, numa manhã de domingo, empurrando o filho no balanço com a mão esquerda enquanto lia o jornal que segurava com a mão direita. Para aquele pai, brincar com o filho era um sacrifício. Para ele o importante eram as notícias do jornal. A infância passa rapidamente. Logo logo a única coisa que restará será o jornal na mão direita e o vazio na mão esquerda.

No congresso distribuíram um página com os “Dez Direitos Naturais das Crianças” que quero compartilhar com vocês.

“1. Direito ao ócio: Toda criança tem o direito de viver momentos de tempo não programado pelos adultos.

2. Direito a sujar-se: Toda criança tem o direito de brincar com a terra, a areia, a água, a lama, as pedras.

3. Direito aos sentidos: Toda criança tem o direito de sentir os gostos e os perfumes oferecidos pela natureza.

4. Direito ao diálogo: Toda criança tem o direito de falar sem ser interrompida, de ser levada a sério nas suas idéias, de ter explicações para suas dúvidas e de escutar uma fala mansa, sem gritos.

5. Direito ao uso das mãos: Toda criança tem o direito de pregar pregos, de cortar e raspar madeira, de lixar, colar, modelar o barro, amarrar barbantes e cordas, de acender o fogo.

6. Direito a um bom início: Toda criança tem o direito de comer alimentos sãos desde o nascimento, de beber água limpa e respirar ar puro.

7. Direito à rua: Toda criança tem o direito de brincar na rua e na praça e de andar livremente pelos caminhos, sem medo de ser atropelada por motoristas que pensam que as vias lhes pertencem.

8. Direito à natureza selvagem: Toda criança tem o direito de construir uma cabana nos bosques, de ter um arbusto onde se esconder e árvores nas quais subir.

9. Direito ao silêncio: Toda criança tem o direito de escutar o rumor do vento, o canto dos pássaros, o murmúrio das águas.

10. Direito à poesia: Toda criança tem o direito de ver o sol nascer e se pôr e de ver as estrelas e a lua.” E aí eu pedi às crianças licença para acrescentar o décimo primeiro direito: “Todo adulto tem o direito de ser criança…”

Desejo que você, nesse “Dia das Crianças”, redescubra a delícia que é ser criança. Porque, como disse Fernando Pessoa, “Grande é a poesia, a bondade e as danças… Mas o melhor do mundo são as crianças”. ”

Abreijos de feliz seu dia!

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